Milho na semana: Preços recuam em Chicago e no mercado interno brasileiro

Publicado em 12/07/2013 15:16 607 exibições

Com o avanço da colheita do milho safrinha, o grão enfrentou uma semana de preços em baixa no mercado. A semana também foi bastante especulativa, com atenção à Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ao câmbio e aos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que foram divulgados ontem.

Os números do USDA apontaram que os EUA irão colher 354,35 milhões de toneladas de milho na safra 2013/14, um número abaixo dos 355,75 milhões de toneladas previstas no relatório anterior. A área plantada, por sua vez, foi elevada de 39,38 milhões de hectares para 39,42 milhões de hectares, mas a área a ser colhida foi reduzida de 39,86 milhões para 36,06 milhões de hectares.

As exportações americanas também tiveram seu número reduzido. Enquanto o relatório anterior apontava um número de 33,02 milhões de toneladas, o relatório de julho diminui a estimativa para 31,75 milhões de toneladas. Os estoques finais de passagem tiveram suas estimativas elevadas para 49,76 milhões de toneladas, contra 49,51 milhões de toneladas em junho.

A safra prevista para os EUA no relatório de julho é de 354,35 milhões de toneladas, abaixo das 355,74 milhões de toneladas no relatório anterior. As estimativas para o Brasil (72 milhões de toneladas) e para a Argentina (27 milhões de toneladas) foram mantidas.

No Brasil, a colheita do milho reflete diretamente nas vendas do cereal. No Paraná, segundo Beto Xavier, da BetoAgro Corretora de Cereais, a saca do cereal está sendo negociada entre R$19 a R$21, com comercialização a ritmo lento. A qualidade do grão também foi afetada pelas chuvas no início da colheita.

No Mato Grosso, a rentabilidade é baixa, apontou Carlos Fávaro, da Aprosoja, por conta da falta de infraestrutura e logística para comportar a safrinha. Para mitigar o problema, o Governo Federal liberou R$700 milhões de reais para a realização de leilões de Pepro. O BNDES também irá liberar R$1 milhão de reais para a construção de novos armazéns.

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Por:
Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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