Associações dos EUA pedem fim de comercialização de milho transgênico não aprovado pela China
Dois grandes grupos de comercialização de grãos requisitaram à multinacional Syngenta AG que suspenda a comercialização nos Estados Unidos de duas variedades transgênicas de milho que não são aprovadas pela China.
A Associação Nacional de Grãos e Ração e a Associação de Exportadores de Grãos da América do Norte escreveram à Syngenta pedindo que empresa segure suas vendas das variedades Agrisure Viptera e Duracade, até que a China e outros mercados que importam dos EUA tenham garantido sua aprovação.
Os grupos afirmaram que “inúmeras consequências negativas” acontecem quando os mercados de exportação estão em risco devido à comercialização de sementes transgênicas antes que as aprovações para importação sejam obtidas.
Diversos cargos de milho norte-americano, totalizando 600 mil toneladas, foram rejeitados pelas autoridades chinesas desde novembro por conter a Agrisure Viptera, conhecida como MIR 162, variedade que está aguardando a aprovação de Pequim há mais de dois anos.
“As associações estão seriamente preocupadas com os prejuízos econômicos causados aos exportadores, armazenadores e produtores de soja, em consequência da abordagem que a Syngenta em relação à Viptera”, informou o grupo.
O lançamento da variedade Duracade, que também não foi aprovada pela China, “traz o risco de ampliar os prejuízos. Pedimos uma ação imediata da Syngenta para evitar mais prejuízos”.
As associações também pediram que os produtores de soja “avaliem” esses riscos enquanto se preparam para plantar sua safra de milho de 2014.
A Syngenta ainda não se pronunciou sobre o assunto. A empresa informou recentemente que sua nova variedade, Agrisure Duracade, estará disponível para plantio este ano em “quantidades limitadas”, depois que as autoridades dos Estados Unidos autorizaram sua venda no ano passado.
Informações: Reuters
Tradução: Fernanda Bellei
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