Milho: Em Chicago, preços recuam depois dos ganhos da última sessão

Publicado em 20/03/2014 08:28 560 exibições

Após as altas das duas últimas sessões, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago operam do lado negativo da tabela. Por volta das 8h10 (horário de Brasília), os principais contratos do cereal exibiam perdas entre 3,75 e 4,25 pontos. O vencimento maio/14 era negociado a US$ 4,84 por bushel.

Segundo analistas, a tendência é que o mercado trabalhe com volatilidade no curto prazo, até a divulgação do relatório de intenção de plantio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no dia 31 de março. A expectativa é que depois dos números do órgão, os preços do milho busquem um direcionamento.

Os investidores também observam às incertezas em relação ao clima nos Estados Unidos. As previsões climáticas apontam para a manutenção do tempo frio em algumas regiões produtoras do Corn Belt, o que poderia prejudicar o plantio do milho no país.

Confira como fechou o mercado nesta quarta-feira (19):

Milho: Frente à previsão de clima frio nos EUA, preços fecham a sessão com leves ganhos na CBOT

As principais posições do milho fecharam a sessão desta quarta-feira (19) com ligeiras altas. Durante as negociações, os vencimentos da commodity reverteram as perdas e terminaram o dia com ganhos entre 1,25 e 1,75 ponto. O contrato maio/14 era negociado a US$ 4,87 por bushel.

Nos últimos pregões, os preços do cereal têm operado com bastante volatilidade e a tendência deve ser mantida no curto prazo. Segundo analistas, o mercado deverá buscar um direcionamento após a divulgação do primeiro relatório de intenção de plantio nos EUA, que será anunciado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no dia 31 de março.

O mercado espera que haja uma redução na área cultivada com o milho na safra 2014/15 norte-americana. Além disso, as especulações em relação ao clima no país têm dado sustentação às cotações do grão em Chicago. De acordo com o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, as previsões apontam para a continuidade do clima frio em algumas partes do Corn Belt, cenário que pode atrasar a semeadura do cereal no país.

“A situação pode afetar um importante estado produtor que é Iowa. E o clima mais frio dificultaria o degelo no solo e, por consequência, menor umidade no solo e plantio do milho. Esse quadro motivou os fundos a comprarem na Bolsa de Chicago”, explica Araújo.

Outra variável que também influenciou os preços do cereal nesta quarta-feira foi os bons ganhos registrados nos contratos futuros do trigo.  Frente à ausência de chuvas em algumas regiões produtoras nos EUA, as principais posições da commodity apresentaram ganhos de mais de 20 pontos em Chicago. 

Além disso, os investidores ainda observam a crise entre a Ucrânia e a Rússia. Apesar do cenário, as exportações ucranianas não foram afetadas e, na última semana, os embarques totalizaram 700 mil toneladas do milho, maior volume desde início da temporada. O país é responsável por 16% de todo o cereal consumido no mundo.

BMF&Bovespa 

Após as altas registradas no pregão anterior, os contratos do milho negociados na BMF&Bovespa trabalham com leves quedas nesta quarta-feira. E, apesar do recuo nos preços, o mercado ainda tem buscado sustentação na quebra na safra de verão de milho e na preocupação em relação à segunda safra brasileira.

A expectativa é que 20% da safrinha tenha sido plantada fora da janela ideal de plantio. No entanto, algumas regiões não terminaram a semeadura do grão, como é o caso de Laguna Carapã (MS), onde cerca de 10% da área ainda precisa ser cultivada e o prazo terminou no dia 10 de março.

Nesta quarta, a saca de milho foi negociada a R$ 33,00 em Campinas (SP) CIF. Já em Cascavel (PR), o preço da saca foi de R$ 28,00 e em Lucas do Rio Verde (MT), o valor da saca foi de R$ 22,00. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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