Milho: Mercado opera com quedas, mas mantém patamar de US$ 5,00/bu

Publicado em 16/04/2014 08:34 e atualizado em 16/04/2014 09:39 425 exibições

Nesta quarta-feira (16), as cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeiras perdas, próximas da estabilidade. Ainda assim, os preços se sustentam acima do patamar de US$ 5,00 por bushel e, por volta das 8h20 (horário de Brasília), exibiam perdas entre 0,50 e 1,75 pontos. O vencimento maio era cotado a US$ 5,02 por bushel.

Frente aos fundamentos positivos, os participantes seguem observando as previsões climáticas para os Estados Unidos, situação que tem trazido volatilidade aos preços nos últimos pregões. As previsões de clima frio, até a ocorrência de neve, em parte do cinturão produtor norte-americano impulsionou os preços do cereal no início da semana.

Entretanto, parte dos investidores acredita que esse cenário não deve afetar o avanço do plantio da safra 2014/15 nos EUA. Ainda na segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou que a área cultivada com o cereal no país já alcança 3% da área projetada, até o dia 13 de abril.

O número está acima do número registrado no mesmo período do ano passado, de 2%. No entanto, é menor do que a média dos últimos cinco anos, de 6%. Ainda assim, analistas relatam que os produtores norte-americanos, devido à tecnologia, conseguem plantar em um ritmo rápido e parte dos estados tem até o dia 20 de maio para finalizar a semeadura do grão.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Em dia volátil, preços fecham no misto em Chicago, mas fundamentos continuam positivos

Em uma sessão volátil, as cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o dia em campo misto, mas acima de US$ 5,00 por bushel. Os primeiros contratos exibiram leves ganhos de 0,50 e 0,75 pontos, já os demais vencimentos registraram ligeiras perdas de 0,25 e 0,50 pontos. A posição maio/14 era negociada a US$ 5,03 por bushel.

Segundo analistas, os bons ganhos registrados nos contratos futuros da soja e do trigo contribuíram para sustentar as cotações em boa parte da sessão. As previsões climáticas para os EUA, apontando clima frio e até ocorrência de neve em partes do cinturão produtor norte-americano também influenciaram as cotações do cereal.

Para alguns participantes do mercado, apesar da previsão de clima frio, o plantio da safra 2014/15 dos EUA não deve ser prejudicada, situação que pesou negativamente sobre os preços ao longo das negociações. Contudo, o site internacional de meteorologia, AccuWeather, divulgou suas previsões climáticas indicando a ocorrência de neve para algumas localidades do Meio-Oeste do país.

Desde a última semana, as notícias de clima têm ganhado força no mercado e influenciado os preços futuros. Além disso, os relatórios de acompanhamento de safras reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também começam a ganhar mais atenção dos investidores.

Ainda ontem, o departamento reportou que até o dia 13 de abril, a área cultivada com o cereal nos EUA atingiu o patamar de 3%. Em igual período do ano passado, o número era de 2%, no entanto, a média dos últimos cinco anos é de 6%.

O consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, afirma que os produtores norte-americanos estão bem capacitados e conseguem cultivar a safra em ritmo acelerado. Grande parte dos estados dos EUA tem até o dia 20 de maio para finalizar o plantio.

"No ano passado, tínhamos neve até o final de abril e, mesmo assim, os agricultores conseguiram plantar a safra dentro do esperado. E colheram uma grande produção", explica Brandalizze.

Do lado fundamental, o cenário ainda é positivo aos preços do cereal no mercado internacional de grãos. Frente à projeção de recuo na área cultivada com o cereal na safra 2014/15, a demanda mundial pelo milho norte-americano continua firme. Até a semana encerrada no dia 11 de abril, as vendas semanais somaram 1.448,812 toneladas, conforme anúncio do USDA.

Até o momento, os EUA já venderam cerca de 41.965,4 toneladas de milho, no acumulado no ano safra. O número está próximo do projetado pelo departamento norte-americano, de 44.450,0 toneladas do cereal.

Em contrapartida, as preocupações com um possível conflito entre Ucrânia e Rússia retornaram ao mercado e exercem influência nos preços, principalmente no trigo. Diante desse cenário, os participantes do mercado acreditam que as exportações do país de trigo e milho possam ser prejudicadas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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