Milho: Após altas expressivas, preços operam em baixa em Chicago

Publicado em 30/04/2014 09:06 474 exibições

Após os ganhos expressivos registrados nos últimos pregões, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado negativo da tabela nesta quarta-feira (30). Por volta das 8h48 (horário de Brasília), as principais posições da commodity apresentavam perdas entre 3,75 e 4,50 pontos. O vencimento maio/14 era negociado a US$ 5,11 por bushel.

Nos últimos dias, os preços do cereal foram impulsionados pelas previsões climáticas indicando chuvas e temperaturas mais baixas, durante toda essa semana, para importantes regiões do Corn Belt norte-americano, incluindo os estados de Iowa e Wisconsin. O atraso no plantio do milho nos EUA também contribuiu para alavancar as cotações da commodity.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou na última segunda-feira, que até o dia 27 de abril a área cultivada com o grão atingiu o patamar de 19%. A expectativa do mercado era que o número ficasse próximo de 30% da área semeada.

Na semana anterior, o índice era de 6%, no entanto a média dos últimos cinco anos é de 28%. Até o momento, o Texas é o estado onde a cultivo do milho está mais adiantado, com 64% da área plantada.

Diante dessa situação, a expectativa dos investidores é que os produtores norte-americanos possam migrar da cultura do milho para a soja, caso as condições climáticas permaneçam desfavoráveis. Consequentemente, a área destinada ao cereal seria menor do que a projeção do USDA.

Ainda assim, os analistas relatam nos EUA, devido à alta tecnologia, os agricultores têm condições de cultivar uma extensa área em curto espaço de tempo. É preciso ressaltar que o plantio do milho no país deve ser feito até o final do mês de maio.

Frente a essas especulações, a demanda pelo milho norte-americano permanece forte. Essa semana, o USDA divulgou que as vendas semanais somaram 1,156.332 milhões de toneladas na semana encerrada no dia 24 de abril, contra 1,633.180 toneladas reportadas anteriormente.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Índice de plantio nos EUA e previsão de chuvas garantem mais um dia de alta em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações futuras do milho fecharam o pregão desta terça-feira (29) do lado positivo da tabela. Pelo terceiro dia, as principais posições do cereal encerraram em alta, com ganhos entre 5,25 e 8 pontos. O vencimento maio/14 registrou valorização de 1,6%, em relação ao dia anterior, e fechou a sessão cotado a US$ 5,15 por bushel. 

De acordo com o analista de mercado da New Agro Commodities, João Pedro Corazza, as cotações do milho foram impulsionadas de plantio do grão nos EUA, que até o último dia 27 alcançou 19% da área projetada, conforme informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). E os participantes do mercado, aguardavam um número ao redor de 30% da área cultivada.

Ainda de acordo com dados do departamento norte-americano, na última semana o percentual da área semeada com o grão era de 6%. Já no mesmo período do ano passado, o plantio estava completo em apenas 5% da área, porém a média dos últimos cinco anos é de 28%. Com 64% da área cultivada, o Texas é o estado mais adiantado no plantio.

De acordo com informações divulgadas pela agência internacional Bloomberg, as condições climáticas devem ser desfavoráveis aos trabalhos nos campos e plantio no Centro-Oeste norte-americano, esta semana, com condições de chuvas e temperaturas mais frias. E não há uma boa oportunidade para a continuidade do cultivo do milho nos EUA durante os próximos 7 a 10 dias.

Em Madison, capital do estado de Wisconsin, o tempo ficará nublado e há possibilidade de precipitações nos próximos 10 dias, conforme previsões do site internacional de meteorologia, AccuWeather. As temperaturas deverão ficar entre 11ºC até 18ºC. Já em Des Moines, em Iowa, também há possibilidade de chuvas nos próximos dias. 

"Mas se o clima melhorar, os produtores rurais norte-americanos poderão fazer o plantio do milho dentro da janela ideal, que termina no final do mês de maio. No entanto, caso as condições climáticas sejam desfavoráveis, o grão pode perder mais área para a cultura da soja", alerta o analista.

Do lado fundamental, a demanda pelo produto norte-americano segue firme, uma vez que em outras origens como Argentina e Brasil as vendas seguem lentas. Ainda nesta segunda-feira, o USDA divulgou que as vendas semanais somaram 1,156.332 milhões de toneladas na semana encerrada no dia 24 de abril, contra 1,633.180 toneladas reportadas anteriormente. 

Frente a esse cenário, o analista ainda destaca que, os preços em Chicago tendem a permanecer próximos de US$ 5,00 por bushel.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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