Milho: Mercado aguarda números do USDA e trabalha próximo da estabilidade

Publicado em 11/06/2014 08:56 563 exibições

Nesta quarta-feira (11), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago operam com ligeiros ganhos, próximos da estabilidade. Por volta das 8h44 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam leves altas entre 0,25 e 0,50 pontos. O vencimento julho/14 era negociado a US$ 4,45 por bushel, mesmo valor registrado no fechamento do pregão anterior.

Os participantes do mercado aguardam o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta quarta-feira. E, frente ao clima favorável ao desenvolvimento da safra norte-americana, a expectativa dos investidores é que o departamento reporte um aumento na produção de milho dos EUA, de 353,97 para 354,07 milhões de toneladas.

A produtividade média das lavouras também deverá registrar um ajuste positivo, de 174,95 sacas por hectare, para 175,7 sacas por hectare. Para os estoques finais da safra 2014/15, os investidores acreditam em número próximo de 44,35 milhões de toneladas. No último relatório, o USDA projetou os estoques em 43,84 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, os estoques da temporada 2013/14, poderão registrar um crescimento de 29,11 para 29,39 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: À espera do relatório do USDA, mercado fecha em queda pelo segundo dia consecutivo

Pelo segundo dia consecutivo, as cotações futuras do milho fecharam o pregão na Bolsa de Chicago (CBOT) do lado negativo da tabela. Ao longo das negociações, os preços do cereal reverteram os ganhos e encerraram o dia om perdas entre 4,25 e 6,25 pontos. O contrato julho/14 recuou cerca de 1,2% e terminou a sessão cotado a US$ 4,45 por bushel.

Nos últimos pregões, o mercado tem sido pressionado pelas boas condições das lavouras norte-americanas. Segundo relatório de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado nesta segunda-feira, o plantio do cereal já foi finalizado no país e 75% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, número m linha com o esperado pelos participantes do mercado.

Cerca de 21% das lavouras estão em situação regular e 4% estão em condições ruins ou muito ruins. Até o último domingo (8), em torno de 92% das lavouras já haviam emergido, contra 83% registrado no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, de 90%. 

De acordo com o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, as previsões climáticas para o país, a médio e longo prazo são favoráveis ao desenvolvimento da cultura. "Consequentemente, a expectativa é que a safra norte-americana seja recorde nesta temporada 2014/15", afirma.

A projeção do USDA para a safra de milho norte-americana é de 353,97 milhões de toneladas, conforme boletim do mês de maio. Alguns analistas acreditam que o número deverá ser mantido no novo relatório de oferta e demanda que será divulgado nesta quarta-feira pelo departamento.

Entretanto, uma pesquisa realizada pela Bloomberg News e reportada na última semana, a produção de milho deverá totalizar 354,07 milhões de toneladas na safra 2014/15. E com a previsão de clima favorável, investidores apostam em um aumento na projeção da produtividade das lavouras norte-americanas, de 174,95 sacas por hectare, para 175,7 sacas por hectare.

Do mesmo modo, os estoques finais da safra 2014/15, estimados em 43,84 milhões de toneladas pelo USDA, deverão apresentar um ajuste para cima, para 44,35 milhões de toneladas, segundo expectativa do mercado. Os estoques da safra 2013/14, poderão registrar um aumento de 29,11 para 29,39 milhões de toneladas.

Ainda na visão do analista de mercado, a proibição da importação do DDGs norte-americano, por parte da China também repercute negativamente nas cotações futuras do cereal e faz com que a demanda se direcione para o farelo de soja. A medida foi adotada, pois o governo da China considera o DDGS de alto risco de conter o MIR 162, uma cepa geneticamente modificada de milho não aprovada pela nação asiática.

As análises gráficas também apontam para um movimento de queda nos preços do cereal, iniciado em maio. Para o analista de mercado da Smartquant Fundos Investimentos, Antônio Domiciano, o produtor rural deve estar atento, pois a tendência para o mês de maio e junho é de queda. “Se as cotações romperem o patamar de US$ 4,40 por bushel tende a cair mais 10% e retornar ao nível de US$ 4,00 por bushel. Ainda assim, as cotações podem esboçar uma reação, mas não deve ser robusta, pois a tendência é de queda”, explica Domiciano. 

BMF&Bovespa

Os futuros do milho negociados na BMF&Bovespa operam do lado negativo da tabela no pregão desta terça-feira. O vencimento julho/14 era cotado a R$ 25,75 por bushel. Entre 2 e 9 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu 2,6%, fechando a R$ 27,03/saca de 60 kg, segundo informações do Cepea.

A queda nos preços é decorrente da baixa liquidez interna e do bom desenvolvimento das lavouras de milho safrinha tanto no Brasil, quanto nos EUA. Nesta terça-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra brasileira de milho, entre primeira e segunda safra, deverá totalizar 77,9 milhões de toneladas, um aumento de 3,6% em relação à última projeção. 

“A situação do Brasil é mais complicada, pois vendemos pouco milho para exportação de forma antecipada. Agora com queda na Bolsa de Chicago, e valorização do real, os preços nos portos, entre R$ 26,20 e R$ 26,50, a conta brasileira é interna, o preço no porto menos o frete é o que vamos praticar no mercado interno nos próximos 120 dias. Precisamos embarcar entre janeiro e julho, cerca de 2,5 milhões de toneladas, para fechar em 20 milhões e toneladas no ano”, diz o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari. 

O analista da Agrinvest, Marcos Araújo, explica que se o frete de R$ 320,00 para a região Norte de MT, os preços do cereal ficam abaixo de R$ 8 a saca para exportação. “O milho brasileiro está US$ 16 mais caro que o produto norte-americano”, diz Araújo. 

 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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