Milho: Em Chicago, preços recuam frente às boas condições das lavouras nos EUA

Publicado em 24/06/2014 08:36 263 exibições

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves quedas no pregão desta terça-feira (24). As principais posições da commodity dão continuidade ao movimento de queda iniciado na última sessão e, por volta das 8h14 (horário de Brasília), exibiam perdas 3,25 e 3,75 pontos. O vencimento julho/14 era negociado a US$ 4,41 por bushel. No dia anterior, os preços recuaram 2,1%, maior queda desde 15 de maio.

De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg, as cotações futuras do cereal são pressionadas pelos números do novo boletim de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta segunda-feira, o órgão reportou que cerca de 74% das lavouras de milho apresentam boas ou excelentes condições até o dia 22 de junho.

Apesar da redução no percentual, já que na semana anterior em torno de 76% das plantações apresentavam boas ou excelentes condições, o índice é o melhor desde 1999. Ainda segundo o departamento, 21% das lavouras estão em situação regular e 5% em condições ruins ou muito ruins. Na semana passada, os números eram de 76%, 20% e 4%, respectivamente.

Em relação às precipitações previstas para algumas regiões do país, a expectativa dos participantes do mercado é que a situação não afete o desenvolvimento das plantas. E a perspectiva é que a safra norte-americana totalize 353,97 milhões de toneladas na safra 2014/15, conforme projeções do USDA.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Com boas condições das lavouras nos EUA, mercado fecha em queda

No pregão desta segunda-feira (23), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram com perdas expressivas. Durante as negociações, as cotações reverteram as perdas e ampliaram as perdas, as principais posições da commodity registraram quedas entre 8,75 e 9,50 pontos. O contrato julho/14 terminou o dia cotado a US$ 4,44 por bushel, após atingir o patamar de US$ 4,57 por bushel no início da sessão.

Segundo informações da agência internacional de notícias Bloomberg, os preços foram pressionados pelas boas condições das lavouras norte-americanas. De acordo com o último boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), informou que cerca de 76% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições, melhor índice desde 1994. No final da tarde desta segunda-feira, o departamento irá reportar novo boletim e a perspectiva é que o número venha em linha com o reportado anteriormente.

Além disso, a expectativa dos participantes do mercado é que as precipitações previstas para algumas áreas no país não comprometam o desenvolvimento das plantações. No início desta segunda-feira, agências internacionais divulgaram que as chuvas em Iowa, Minnesota, Dakota do Sul e Nebraska poderiam inundar as lavouras e até mesmo afetar o potencial produtivo das plantas, fator que impulsionou as cotações no começo do pregão.

De acordo com o analista de mercado da Cerrado Corretora, Mársio Antônio Ribeiro, a tendência é que as notícias de clima continuem trazendo volatilidade ao mercado no curto prazo. A expectativa é que os preços trabalhem no intervalo de US$ 4,30 e US$ 4,50 por bushel. Já em longo prazo, se a safra norte-americana se confirmar em um recorde, estimada em 353,97 milhões de toneladas pelo USDA, as cotações podem se acomodar em um patamar mais baixo, próximo de US$ 4,00 por bushel.

Embarques semanais

Os embarques semanais de milho totalizaram 987.936 mil toneladas na semana encerrada no dia 19 de junho. O número está abaixo do reportado na última semana, de 1.151.654 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo USDA nesta segunda-feira.

Entretanto, o volume é maior do que registrado no mesmo período do ano passado, de 148.848 mil toneladas. Até o momento, no acumulado do ano safra, com início em 1º de setembro, os embarques somam 36.969.668 milhões toneladas, contra 14.395.232 milhões de toneladas no acumulado no ano safra anterior. 

Importações da China

Ainda nesta segunda-feira, a Administração Geral de Portos e Alfândegas da China informou que em maio, o país importou cerca de 79.264 mil toneladas de milho. O volume representa uma alta de 19% em comparação com o adquirido no mesmo período de 2013. Do total do mês, em torno de 64,5 mil toneladas foram compradas dos norte-americanos, um aumento de 4% sobre maio do ano passado. 

Em 2014, os EUA foram responsáveis pelo abastecimento de 932,6 mil toneladas, uma redução de 38% sobre o mesmo período de 2013. No acumulado nos cinco primeiros meses do ano, os chineses já adquiriram 1,349 milhão de toneladas, um recuo de 10,8% sobre igual período do ano anterior. 

BMF&Bovespa 

As principais posições do milho negociados na BMF&Bovespa fecharam a sessão desta segunda-feira com leves ganhos. O vencimento julho/14 terminou o pregão cotado a R$ 25,55 a saca, com valorização de 0,20%. As negociações encerraram mais cedo devido ao jogo do Brasil contra Camarões, que acontece na tarde desta segunda-feira. 

Ainda na visão do analista, as cotações não refletem a situação do mercado e o movimento é decorrente da volta dos participantes às compras, já que os preços estão em patamares mais baixos. “A alta é momentânea e a tendência é de queda nas cotações. Os preços devem trabalhar próximos de R$ 24,00”, diz Ribeiro.

Nas últimas semanas, os preços futuros do cereal têm sido pressionados pelo recuo nas cotações em Chicago, assim como, a queda do dólar. Nesta segunda-feira, a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,21, com desvalorização de 0,58%. Do mesmo modo, a chegada da segunda safra no mercado também ajuda para pressionar as cotações. 

Por outro lado, as exportações do produto permanecem mais lentas, entretanto, a expectativa é que os embarques ganhem ritmo a partir do segundo semestre. “Se as exportações ganharem ritmo, a expectativa é que ao país exporte cerca de 20 milhões de toneladas, teremos preços próximos dos atuais patamares, porém se não conseguirmos exportar essa quantidade, as cotações poderão cair e precisaremos da intervenção do Governo no mercado. Mas se embarcarmos um volume próximo do ano passado, em torno de 26 milhões de toneladas, teremos cotações em patamares mais altos”, acredita Ribeiro.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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