Milho: Mercado foca a safra dos EUA e volta a registrar perdas na CBOT

Publicado em 22/07/2014 13:05 467 exibições

Durante a sessão desta terça-feira (22), as principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) reverteram os ganhos e voltaram a operar em queda. Por volta das 11h54 (horário de Brasília), os contratos do cereal registravam leves quedas entre 0,25 e 0,75 pontos, próximos da estabilidade. O vencimento setembro/14 era negociado a US$ 3,63 por bushel.

As posições da commodity não conseguiram dar continuidade ao movimento de recuperação e com o foco na safra dos EUA retornaram ao campo negativo da tabela. Frente ao bom desenvolvimento da safra norte-americana nesta safra, os preços do cereal têm recuado nas últimas semanas, perdendo, inclusive importantes patamares de suporte em Chicago.

Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que em torno de 76% das ladas lavouras de milho apresentavam boas ou excelentes condições até o dia 20 de julho. O percentual está em linha com o divulgado na semana anterior.

Em torno de 19% das plantações apresentavam situação regular e 5% estão em condições ruins ou muito ruins. Ainda segundo informações do USDA, 56% das lavouras do cereal estão em fase de espigamento, contra 34% registrado na semana passada. Em julho, as plantas do cereal enfrentam o período mais importante de desenvolvimento no país.

A classificação do milho são as mais altas em uma década, uma vez que as temperaturas amenas no Centro-Oeste dos EUA ajudaram a impulsionar as perspectivas de rendimentos, conforme informações divulgadas pela agência internacional de notícias Bloomberg. Com isso, já é grande o sentimento por parte dos participantes do mercado que o departamento revise para cima a expectativa de produtividade das plantações dos EUA, por enquanto, estimada em 174,95 sacas por hectare.

Ainda segundo informações reportadas pela agência, em algumas localidades no Sul do estado de Illinois o rendimento das plantações de milho pode alcançar um recorde de 204,5 sacas por hectare. A projeção, se confirmada, poderá representar um aumento de 29% em relação à média dos últimos cinco anos. 

Já do lado da demanda, apesar dos embarques semanais permaneceram firmes, as notícias ainda não são suficientes para impulsionar uma alta expressiva nas cotações, conforme relatam os analistas. Ainda ontem, o USDA divulgou os embarques do produto norte-americano em 939.791 mil toneladas até a semana encerrada no dia 17 de junho. Na semana anterior, o volume foi de 946.313 mil toneladas.

Mercado interno

A queda nos preços no mercado internacional também tem pressionado os preços no mercado interno brasileiro, segundo informações do Cepea. Além disso, a evolução da colheita da safrinha contribui para exercer pressão negativa nas cotações domésticas. Com isso, em muitas praças, os preços da saca do cereal estão abaixo dos valores mínimos fixados pelo Governo.

Entre os dias 14 a 21 de julho, o Indicador Esalq, referente à região de Campinas (SP), apresentou um recuo de 3,6% e, terminou a segunda-feira cotado a R$ 23,10 a saca. Desde o início do mês, a redução é de 8%. As informações foram divulgadas pelo Cepea. 

Diante desse cenário, a comercialização da segunda safra de milho segue em ritmo lento em boa parte do país. De um lado, parte dos produtores segura o produto à espera de melhores oportunidades de negociação, enquanto que, os compradores adquirem o milho da mão pra boca. 

Exportações brasileiras

Enquanto isso, as exportações brasileiras de milho totalizaram 104,7 mil toneladas, até a terceira semana de julho. A média diária embarcada foi de 7,5 mil toneladas. O volume exportado representa uma alta de 70,7% em relação ao mês anterior. Já em comparação com o mesmo período do ano passado, a quantidade é 76,5% inferior.

Ainda assim, as exportações de milho do país renderam US$ 22 milhões, com média diária de US$ 1,6 milhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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