Milho: Com suporte da demanda, preços avançam em Chicago no pregão desta 4ª feira

Publicado em 06/08/2014 12:23 294 exibições

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves altas no pregão desta quarta-feira (6). Em sessão volátil, as cotações do cereal buscam se manter do lado positivo da tabela e, por volta das 11h22 (horário de Brasília) exibiam ligeiros ganhos entre 2,50 e 2,75 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 3,59 por bushel.

Após as recentes baixas, o mercado busca uma recuperação, com suporte, especialmente vindo do lado da demanda. Diante dos preços do milho nos patamares mais baixos dos últimos quatro anos, os compradores têm aproveitado para realizar novas aquisições.

Nesta quarta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 160 mil toneladas de milho para a Colômbia. O volume deverá ser entregue na temporada 2014/15. Além disso, os embarques semanais, divulgados na última segunda-feira, também demonstram a força da demanda.

Até a semana encerrada no dia 31 de julho, os embarques totalizaram 1.140,546 milhão de toneladas de milho, segundo dados do USDA. O número ficou bem acima do registrado na semana anterior, de 816,065 mil toneladas. 

Ainda assim, os analistas reforçam que as informações não são suficientes para ocasionar uma modificação no cenário fundamental, que permanece negativo. Frente à expectativa de colheita de 352,06 milhões de toneladas de milho nos EUA, os preços do cereal já recuaram 13% somente esse ano, conforme dados da agência internacional de notícias Bloomberg.

E as previsões climáticas continuam favoráveis para o desenvolvimento da cultura no país. A perspectiva é que as chuvas retornem ao Cinturão produtor nos próximos dias. Se confirmadas, as precipitações deverão restabelecer a umidade do solo, e também influenciam negativamente os preços futuros em Chicago. 

Com isso, nesta terça-feira a consultoria Informa Economics revisou para cima a projeção para a safra norte-americana. A expectativa é que os produtores estadunidenses colham aproximadamente 355,31 milhões de toneladas do grão, com produtividade média de 177,8 sacas por hectare, ambas as estimativas estão acima das projeções do USDA.

Mercado interno

No mercado brasileiro, as negociações ainda estão mais lentas. De acordo com analistas, os produtores estão segurando a oferta depois do anúncio do Governo, que irá destinar R$ 500 milhões para a realização de leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural). A Portaria Interministerial número 798, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira estabelece os parâmetros para as operações.

Já os editais, que ainda serão elaborados, irão definir o volume e em quais regiões o prêmio será pago pelo Governo Federal por meio dos leilões. A expectativa dos leilões impulsionaram os preços praticados no mercado interno, com a perspectiva de que a intervenção do governo no mercado possa segurar as quedas nas regiões produtoras do país, conforme informações reportadas pelo boletim da ODS (Serviços em Agronegócio).

Consequentemente, os preços futuros do cereal também registraram altas na BMF&Bovespa na última semana, apesar da queda registrada na sessão desta quarta-feira.  No entanto, a colheita da safrinha continua e segundo a INTL FCStone, o resultado tem surpreendido positivamente.

Tanto que, a consultoria revisou para cima a projeção de colheita de milho para o ciclo 2013/14, de 75,5 para 77,4 milhões de toneladas. A estimativa da produtividade da safrinha também apresentou um aumento, de 5,04 para 5,145 toneladas por hectare. Diante desse cenário, a expectativa é que os estoques finais totalizem 13,12 milhões de toneladas, situação que configura uma relação estoque/uso de 17,9%. 

Nesta quarta-feira, a saca do milho é cotada a R$ 24,50 em Campinas CIF (SP), já em Lucas do Rio Verde (MT), o valor de venda da saca é de R$ 13,00. Em Jataí (GO), a saca é negociada a R$ 17,50, em Dourados (MS), a saca é cotada a R$ 18,00 e em Londrina (PR), o valor é de R$ 21,00. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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