Milho: Na CBOT, mercado fecha em campo negativo com previsão de clima favorável nos EUA

Publicado em 25/08/2014 17:55 223 exibições

No pregão desta segunda-feira (25), as principais posições da commodity negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o dia do lado negativo da tabela. Durante os negócios, os contratos do cereal reduziram parte das perdas, mas fecharam a sessão com quedas entre 3,50 e 5,50 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 3,60 por bushel.

Segundo o analista de mercado da Cerrado Corretora, Mársio Antônio Ribeiro, apesar da safra de milho estar definida nos EUA, as previsões de chuvas para parte do cinturão produtor nos próximos dias, pressionaram os preços. Nesta segunda-feira, a agência internacional de notícias Farm Futures divulgou que as chuvas no país limitam as perdas significativas para a produção norte-americana.

Com isso, a expectativa é de grande safra de milho nos EUA na safra 2014/15. De acordo com a expedição Crop Tour, realizada pela Pro Farmer, os produtores norte-americanos deverão colher 357,98 milhões de toneladas, contra 356,43 milhões de toneladas estimadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no último relatório de oferta e demanda. Já a produtividade média das lavouras norte-americanas deverão totalizar 179,17 sacas por hectare.

Por outro lado, as informações do lado da demanda limitaram as perdas em Chicago. Diante das cotações nos menores patamares dos últimos quatro anos, os investidores têm aproveitado para retornar à ponta compradora do mercado. Nesta segunda-feira, o USDA reportou a venda de 233.673 mil toneladas do cereal. Do total, 120 mil toneladas foram adquiridas pela Colômbia e o restante, 113.673 mil toneladas, foram vendidas para a Costa Rica. Ambos os volumes deverão ser entregues na temporada 2014/15.

Os embarques semanais de milho, reportados pelo USDA, totalizaram 1.091,30 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 21 de agosto. O volume é maior do que o indicado na semana anterior, de 971.305 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, o total embarcado foi de 308.342 mil toneladas.

Até o momento, no acumulado do ano-safra, com início em 1º de setembro, os embarques do cereal somam 45.939.659 milhões de toneladas. Número próximo da estimativa do USDA, de 48.260,00 milhões de toneladas. 

Safra mundial

Ainda segundo dados da agência Farm Futures, após as preocupações com a seca na China, as precipitações retornaram ao país na última semana. Além disso, há previsões de chuvas para essa semana, que se confirmadas, poderão aliviar as apreensões em relação à seca.

Mercado interno 

Nas principais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, os preços do cereal permaneceram estáveis nesta segunda-feira. Já em Tangará da Serra (MT), a cotação registrou valorização de 3,85% e terminou o dia negociada a R$ 13,50. Em contrapartida, em São Gabriel do Oeste (MS), a saca recuou 1,54% para R$ 16,00 a saca. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço também reduziu para R$ 19,25, com desvalorização de 1,28%, em Jataí (GO) a queda foi de 1,66%, e a saca é cotada a R$ 15,99. Já no Porto de Paranaguá, o recuo foi maior, de 2,04% pela saca, que fechou a segunda-feira negociada a R$ 24,00.

Ainda na visão do Ribeiro, a comercialização do milho segue lenta no mercado brasileiro. "Depois do primeiro leilão de Pepro, as cotações até tentaram esboçar uma recuperação, porém, não conseguiram. Tivemos até uma desvalorização nos prêmios ofertados devido à disputa, por parte dos produtores. Para a próxima operação, que será realizada no dia 28, a expectativa é que haja uma melhora nos prêmios, com menor disputa e, consequentemente, uma reação nos preços praticados", destaca.

Para o consultor de mercado do SIMConsult, Liones Severo, como o mercado brasileiro está ligado ao norte-americano e esse ano os EUA enfrentaram problemas em relação à rejeição do DDG por parte da China, que consequentemente resultou em volume maior de produto no país e pressionou os preços. “Mas temos o Brasil com grande potencial de exportar o milho e os EUA não têm muita logística para embarcar milho, já que a logística está esgotada até o princípio de janeiro e o milho brasileiro terá um lugar importante a partir de setembro”, ressalta Severo.

Até a quarta semana de agosto, as exportações brasileiras de milho totalizaram 2,079 milhões de toneladas, com média diária de 129,9 mil toneladas. Em relação ao mês anterior, a quantidade embarcada representa um crescimento de 405,1%, mas, ainda assim, o volume é 6,2% inferior ao registrado em agosto do ano passado. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram reportados pela Secretaria de Comércio Exterior. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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