Milho: À espera do USDA, mercado exibe leves quedas após cinco sessões consecutivas em alta

Publicado em 08/10/2014 09:09 317 exibições

Após cinco sessões em alta, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves quedas no pregão desta quarta-feira (8). Por volta das 9h00 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam quedas entre 0,75 e 1,00 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,39 por bushel.

Segundo informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, o mercado recua frente às especulações do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), na próxima sexta-feira (10). A expectativa dos participantes do mercado é que o órgão revise para cima a projeção para a safra de milho norte-americana. 

Conforme pesquisa realizada pela agência, os produtores norte-americanos poderão colher em torno de 369,34 milhões de toneladas do cereal nesta temporada. O número está acima do anunciado pelo departamento no último boletim, de 365,65 milhões de toneladas. Entretanto, as expectativas é que esse volume fique acima do esperado, inclusive, podendo superar as 370 milhões de toneladas. 

"Todos os olhos estarão sobre o relatório do USDA", disse o economista de agronegócio no National Australia Bank Ltd., Phin Ziebell, em entrevista à Bloomberg. "As indicações mais recentes mostram que as colheitas continuam a registrar bons resultados", completa.

Paralelo a esse cenário, a previsão ainda é de chuvas para os EUA no decorrer dessa semana. Diante desse cenário, a colheita caminha mais lentamente e até o último domingo, cerca de 17% da área cultivada já havia sido colhida, conforme dados do USDA. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Frente à colheita mais lenta nos EUA e alta registrada no trigo, mercado fecha pregão com ganhos expressivos

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta terça-feira (7) com boas altas. As principais posições do cereal terminaram o dia com ganhos entre 8,00 e 8,50 pontos e o vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,40 por bushel. Em relação ao pregão anterior, os contratos futuros registraram valorizações entre 2,28% e 2,41%.

Para o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes, o mercado exibiu um movimento de recuperação técnica depois das perdas expressivas registradas ao longo dos últimos meses. "Além disso, os fundos também estão cobrindo as posições vendidas, o que motiva uma alta técnica", explica.

De acordo com informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, os preços recuaram em torno de 19% somente esse ano, frente às previsões de produção recorde de milho nos EUA. "E os preços mais baixos oferecem poucos incentivos para os produtores venderam as suas colheitas", afirmou Greg Grow, diretor de agronegócios da Archer Financial Services Inc., em entrevista à Bloomberg.

A perspectiva do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) é que sejam colhidas em torno de 365,65 milhões de toneladas nesta temporada. No entanto, o órgão irá atualizar os números na próxima sexta-feira (10) e a expectativa é que as projeções sejam revisadas para cima.

Enquanto isso, a colheita caminha mais lentamente devido às condições climáticas desfavoráveis registradas nesse momento no país. Nesta segunda-feira, o departamento reportou que até o último domingo (5), cerca de 17% da área cultivada já havia sido colhida, número em linha com o esperado pelos participantes do mercado. Na semana anterior, o volume colhido estava em 12% da área.

E segundo informações do site Farm Futures, o tempo irá permanecer mais úmido no Meio-Oeste, nos próximos 8 a 14 dias. De acordo com o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, nesse momento, a pressão climática não é tão grande, uma vez que está um pouco melhor em relação às preocupações registradas no início da semana.

Por outro lado, os analistas destacam que os futuros do milho também foram impulsionados pela alta observada no trigo. Nesta terça-feira, os preços do trigo fecharam o dia com ganhos expressivos, entre 12,25 e 14,75 pontos nas principais posições. Ainda conforme dados da Bloomberg, os futuros foram alavancados pelas notícias de que o clima adverso poderá prejudicar a cultura na América do Sul e Austrália.

Na Argentina, cerca de 20% da safra está em fase de maturação e poderá ser afetados pelo excesso de chuvas previsto nos próximos 10 dias. Na contramão desse cenário, na Austrália, as preocupações são com a seca que também poderá afetar as lavouras do cereal.

Mercado interno

A terça-feira (7), foi de preços estáveis em boa parte das praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. Em São Gabriel do Oeste (MS), a valorização foi de 5,26%, com a saca de milho cotada a R$ 16,00. Em Jataí (GO), a alta foi de 0,24%, com o preço a R$ 16,66, já no Porto de Paranaguá, as cotações voltaram ao patamar de R$ 23,50, com valorização de 1,29%. 

Ainda na visão do consultor de mercado Ênio Fernandes, a irregularidade das chuvas para o plantio da soja no Centro-Oeste, já começam a chamar a atenção dos investidores. Isso porque, caso ocorra um atraso na semeadura da oleaginosa, a situação irá refletir em uma redução na janela ideal de cultivo para o milho safrinha.

"Se não tivermos chuvas para o Centro-Oeste até o 24 a 25 de outubro, o mercado vai tentar segurar o milho no mercado interno. Já que para a safra de verão é esperada uma redução expressiva na área destinada ao cereal. Com isso, a perspectiva é que haja uma pressão positiva no mercado no primeiro trimestre de 2015", explica Fernandes. 

O analista também destaca que, as exportações brasileiras caminham em ritmo normal e que a expectativa é que sejam embarcadas em torno de 18 milhões de toneladas do grão. O número ainda está abaixo do projetado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), de 21 milhões de toneladas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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