Milho: Frente à expectativa de menor oferta, preços têm forte alta na BM&F e março/15 chega a R$ 30,40

Publicado em 07/11/2014 11:46 e atualizado em 07/11/2014 12:18 421 exibições

As principais posições do milho negociados na BM&F Bovespa trabalham em alta na sessão desta sexta-feira (7). Por volta das 11h56 (horário de Brasília), os contratos registravam valorizações entre 0,36% e 2,09%. O vencimento março/15 era negociado a R$ 30,40 a saca, após ter encerrado o pregão anterior a R$ 29,90 a saca.

O mercado dá continuidade aos ganhos do dia anterior, impulsionados, principalmente, pela perspectiva de menor oferta no Brasil para a safra 2014/15. Algumas consultorias já estimam uma produção total, entre primeira e segunda safra, ao redor de 68,6 milhões a 69 milhões de toneladas, contra 77,78 milhões de toneladas estimativas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Uma redução entre 30% a 35%, conforme relatam os analistas.

A redução é decorrente da diminuição da área cultivada na safra de verão e da incerteza em relação à safrinha brasileira. Na primeira safra, os agricultores optaram por destinar a maior área à oleaginosa, em função da diferença de preços entre o milho e a soja. No entanto, com as chuvas irregulares, o plantio ainda permanece mais lento.

Até o último dia 31 de outubro, apenas 27% da área prevista havia sido cultivada com a soja, conforme dados da Céleres Consultoria. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 41% e a média dos últimos cinco anos é de 43%. Consequentemente, em muitas localidades, o plantio do milho segunda safra deverá ser feito fora da janela ideal.

Em Sinop (MT), importante região produtora, a perspectiva inicial é que haja uma diminuição de até 30% na área semeada com o cereal, de acordo com o presidente do Sindicato Rural, Antônio Galvan. "E dos 70% que serão cultivados, acreditamos que, pelo menos 50% será plantado com baixa tecnologia. E, se o clima for favorável, a estimativa é que a produção fique em 50% do que foi colhido na safra anterior", afirma Galvan.

Bolsa de Chicago

Após duas sessões em alta, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em queda na sessão desta sexta-feira (7). Ao longo dos negócios, as principais posições da commodity ampliaram as perdas e, por volta das 12h40 (horário de Brasília) exibiam desvalorizações entre 3,00 e 3,50 pontos. O contrato dezembro/14 era negociado a US$ 3,68 por bushel.

Segundo informações da agência internacional de notícias Bloomberg, o progresso da colheita nos EUA pesam sobre o mercado. Inclusive, esse foi um dos fatores que fizeram com que o mercado reduzisse os ganhos no final do pregão anterior. Em seu último boletim, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou que cerca de 65% da área cultivada já havia sido colhida até o último domingo.

O órgão irá atualizar os números na próxima segunda-feira (10). Também na segunda-feira, o departamento divulgará o novo relatório de oferta e demanda. Com isso, os investidores já buscam um melhor posicionamento, uma vez que as perspectivas iniciais indicam que o USDA deverá revisar para cima tanto a estimativa de produção no país, como a produtividade das lavouras. 

"Todo mundo está segurando o produto à espera do relatório do USDA", disse o corretor de grãos, Dave Norris, em entrevista à Bloomberg. "Todo mundo parece pensar que eles vão aumentar as estimativas de produção de novo para o milho e soja e as projeções dos rendimentos das plantas também", completa.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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