Com incertezas sobre a safra no Brasil, preços do milho na BM&F operam em campo misto

Publicado em 10/11/2014 14:08 e atualizado em 10/11/2014 17:07 151 exibições

As principais posições do milho negociados na BM&F Bovespa operam em campo misto no pregão desta segunda-feira. Por volta das 12h04 (horário de Brasília), os vencimentos de janeiro e março/15 exibiam ligeiros ganhos entre 0,29% e 0,60%. Já os contratos novembro/14 e maio/15 registravam ligeiras quedas entre 0,68% e 0,90%.

O mercado ainda vê com cautela a safra de verão e também a próxima safrinha de milho. Os produtores rurais reduziram a área destinada ao plantio do cereal na primeira safra e, por enquanto, as chuvas irregulares têm atrasado o cultivo da oleaginosa, cenário que já compromete a janela ideal de plantio da segunda safra do cereal.

Segundo estimativas de consultorias privadas, a safra brasileira, entre primeira e segunda safra, deverá totalizar entre 68,6 a 69 milhões de toneladas, contra 77,78 milhões de toneladas, previstas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Na região de Balsas (MA), a perspectiva é que haja uma redução de 50% na área destinada ao milho na próxima safrinha.

Em Sinop (MT), importante região produtora do estado, a expectativa inicial é que os produtores reduzam em até 30% a área semeada com o grão na safrinha. 

Bolsa de Chicago

Em mais uma sessão volátil, os preços futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) exibem leves ganhos. Ao longo do pregão, as principais posições da commodity registraram ligeiras quedas, porém, voltaram a trabalhar do lado positivo da tabela. Por volta das 14h10 (horário de Brasília), as cotações futuras subiam entre 3,75 e 4,00 pontos.

As oscilações são decorrentes das especulações para os três relatórios, que serão reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira. O boletim mais importante é de oferta e demanda e, as perspectivas é que o órgão revise os números para a safra de milho dos Estados Unidos, que poderá chegar a 369 milhões, contra 367 milhões de toneladas indicadas no relatório de outubro. Do mesmo, a produtividade das lavouras norte-americanas também deverá ser ajustada positivamente. 

Paralelo a esse cenário, o mercado também aguarda o relatório de embarques semanais, importante indicador de demanda. E o boletim de acompanhamento de safras, reportado no final da tarde de hoje, ambos serão anunciados pelo USDA. 

De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg, a expectativa é que haja um avanço nos trabalhos nos campos no país, uma vez que o clima mais seco favorece a colheita. Até a semana anterior, cerca de 65% da área cultivada havia sido colhida, conforme dados do departamento norte-americano.

"Temos previsão de tempo bom nos EUA para os próximos 10 dias ou mais, o que deve favorecer a colheita", disse o analista da Australia & New Zealand Banking Group Ltd., Paul Deane, em entrevista à Bloomberg. "Os agricultores ainda estão olhando com mais conforto no lado da oferta", completa.
Além disso, o órgão também reportou a venda de 130 mil toneladas de milho ára o México. O volume deverá ser entregue na temporada 2014/15.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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