Milho: Após altas expressivas, preços recuam na BM&F nesta 6ª feira

Publicado em 05/12/2014 10:20 e atualizado em 05/12/2014 12:27 144 exibições

Após as altas expressivas, os futuros do milho na BM&F Bovespa operam do lado negativo da tabela na manhã desta sexta-feira (5). Por volta das 9h41 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam perdas entre 0,53% e 1,35%. O vencimento março/15 era cotado a R$ 29,15 a saca.

O mercado reflete a queda no dólar observada nesta sexta-feira. A moeda norte-americana é cotada a R$ 2,586, na venda, com perda de 0,14%. Em contrapartida, o câmbio foi o fator que alavancou os preços da commodity na sessão anterior. 

Na quinta-feira, as cotações futuras terminaram o dia com ganhos entre 1,82% e 3,07%. O contrato março encerrou o pregão cotado a R$ 29,55 a saca. Do mesmo modo, as altas registradas no mercado internacional também deram sustentação aos preços do cereal. 

Ainda assim, os analistas pontuam que, a volatilidade do dólar deverá permanecer impactando os valores do milho. 

Bolsa de Chicago

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham em queda no pregão desta sexta-feira (5). Por volta das 11h09 (horário de Brasília), as posições do cereal registravam perdas entre 3,25 e 3,50 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,86 por bushel.

O mercado recua depois das fortes altas observadas no dia anterior. Os preços foram sustentados pelo boletim de vendas para exportação que, apontaram um número de 1.170,6 milhão de toneladas vendidas até o dia 27 de novembro. O relatório foi reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O número representa um crescimento de 24% em relação à semana anterior, na qual, foram vendidas 844,9 mil toneladas. Além disso, o número também é maior em 65% em comparação com a média das últimas quatro semanas. Ainda de acordo com o informativo, os dois principais destinos do cereal norte-americano foi o México, com 304,400 mil toneladas, e o Japão, com 236 mil toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Alta no dólar e na CBOT impulsiona os preços e março/15 alcança o nível de R$ 29,55 a saca na BM&F

A quinta-feira (4), também foi de alta expressiva aos preços do milho na BM&F Bovespa. Depois de três sessões em queda, as cotações do cereal voltaram a subir e terminaram o pregão com valorizações entre 1,82% e 3,07%. O contrato março/15 era negociado a R$ 29,55 a saca, após ter fechado o dia anterior a R$ 28,67 a saca.

Na visão do economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, basicamente dois fatores impulsionaram os preços do cereal, a alta do dólar e os ganhos observados no mercado internacional. A moeda norte-americana terminou o dia a R$ 2,5898 na venda, com valorização de 1,29%. 

Na máxima da sessão, o câmbio tocou o patamar de R$ 2,5933, conforme dados da agência Reuters. O movimento positivo é decorrente da medida do Banco Central que, sinalizou que poderá desacelerar o ritmo do aperto monetário.

"Temos uma turbulência no câmbio. E ainda acredito que o clima no Brasil ainda vai impactar o mercado. Por enquanto, não vejo o mercado definido em função do câmbio e clima muito volátil", explica o economista.

Apesar da movimentação positiva, alguns analistas ainda destacam o peso dos estoques de passagem na formação dos preços. Conforme dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), os estoques de passagem para essa safra devem ficar acima de 15 milhões de toneladas de milho. 

Mercado interno

Os preços do milho no mercado interno ficaram, em sua maioria, estáveis nesta quinta-feira. Segundo levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, no Porto de Paranaguá, o valor subiu 1,81%, para R$ 28,20 a saca do milho, devido à valorização do dólar.

Em São Gabriel do Oeste (MS), o dia também foi de ganho de 2,63%, com a saca do milho negociada a R$ 19,50. Na região de Jataí (GO), o ganho foi menos expressivo, de 0,57%, com a saca do cereal cotada a R$ 21,12 na localidade.

Bolsa de Chicago

Na sessão desta quinta-feira (4), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o dia em campo positivo. Após um início de pregão com pouca movimentação, as principais posições do cereal ampliaram os ganhos e fecharam com altas entre 6,75 e 7,50 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,89 por bushel.

O principal fator de suporte às cotações da commodity nesta quinta-feira foi o boletim de vendas para exportação, conforme explica o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari. Até o dia 27 de novembro, as vendas do milho ficaram em 1.170,6 milhão de toneladas, segundo o relatório divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

O volume representa um crescimento de 24% em relação à semana anterior, na qual, foram vendidas 844,9 mil toneladas. Além disso, o número também é maior em 65% em comparação com a média das últimas quatro semanas. Ainda de acordo com o informativo, os dois principais destinos do cereal norte-americano foi o México, com 304,400 mil toneladas, e o Japão, com 236 mil toneladas.

Com isso, o volume comprometido até o momento, no acumulado no ano safra, chega a 22.750,0 milhões de toneladas do cereal. A projeção do USDA, para essa temporada, é de 44.450,0 milhões de toneladas.

Para o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, outro fator que também contribuiu para alavancar os preços foi as informações da safra na Ucrânia e Rússia. “Com o clima frio, as estimativas são de perdas de até 15% na produção nos país, o que acaba impactando o mercado”, afirma.

O consultor ainda destaca que, o mercado do cereal tem fôlego para subir e romper o patamar de resistência de US$ 4,00 por bushel. “Se tivermos a consolidação dessas perdas na Ucrânia e Rússia e continuarmos com as exportações fortes, como hoje, o preço pode sair dos atuais US$ 3,80 por bushel e alcançar US$ 4,00 a US$ 4,60 por bushel”, acredita Brandalizze.

Ainda assim, os investidores ainda observam a movimentação dos preços do petróleo. Essa é uma situação que deve permanecer influenciando o andamento dos negócios. Isso porque, em torno de 36% da safra nos EUA é destinada à produção de etanol.

Em seu último boletim, o USDA estimou que, cerca de 130,82 milhões de toneladas serão destinadas à produção. Para essa temporada, a estimativa de safra é de 365,67 milhões de toneladas. 

Projeção para 2015

De acordo com informações do banco alemão, Commerzbank, divulgadas por sites internacionais, a perspectiva é que os preços do milho operam próximos de US$ 4,20 por bushel, no trimestre de julho a setembro. Cenário decorrente da projeção de redução na área cultivada com o cereal na próxima temporada.

Se confirmada, essa seria a primeira diminuição na área do cereal desde 2010. "E isso viria em um momento em que a demanda está aumentando para a alimentação animal - com os altos preços do gado em meio aos preços ainda mais baixos das rações poderia ser um incentivo para expandir os rebanhos - e devido à maior rentabilidade da produção de etanol nos EUA, fatores que poderiam sustentar os preços na safra 2015/16", disse o banco.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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