Em Chicago, mercado inicia pregão em alta e contrato março/15 chega a US$ 4,13 por bushel

Publicado em 18/12/2014 08:34 e atualizado em 18/12/2014 12:37 181 exibições

No início do pregão desta quinta-feira (18), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) dão continuidade ao movimento positivo observado na sessão anterior. Por volta das 9h09 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam ganhos entre 4,75 a 5,00 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 4,13 por bushel. 

Segundo informações reportadas pelo site internacional, o mercado ainda encontra suporte na aprovação da importação do DDGs por parte da China. A notícia foi o grande destaque do noticiário internacional nesta quarta-feira. Desde o ano passado, em torno de 1,2 milhão de toneladas do grão foram rejeitadas, por conter o MIR 162, ainda não aprovada pelas autoridades chinesas.

"Todas as instalações de infraestrutura e logística estão em vigor, assim uma grande parte das importações futuras de milho da China será dos EUA", disse Ma Wenfeng, pesquisador sênior da Beijing Orient, em entrevista à Bloomberg. "Os EUA é o maior fornecedor de milho do milho, com qualidade estável", completa.

Paralelamente, os investidores também observam o andamento da safra do cereal no Leste Europeu, assim como, as informações vindas da Rússia. As restrições das exportações russas impulsionaram o mercado do cereal e afetaram as cotações do milho também. Além disso, os investidores esperam pelo novo relatório de vendas para exportação, que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Na BM&F, mercado de milho acompanha queda do dólar e fecha sessão em campo negativo

Depois da forte alta, as cotações do milho na BM&F Bovespa tiveram um pregão de realização de lucros. As principais posições do cereal encerraram o dia com desvalorizações entre 0,50% a 3,67%. O contrato março/15 era cotado a R$ 31,12, após ser negociado a R$ 31,44 ao longo da sessão.

O mercado recuou frente à expressiva queda observada no câmbio. Nesta quarta-feira, a moeda norte-americana encerrou o dia com perda de mais de 1%, negociado a R$ 2,7018 na venda, depois de alcançar R$ 2,7529 na máxima do dia.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o dólar recuou depois de cinco sessões consecutivas em alta. O câmbio acompanhou a queda de mais de 10% do dólar frente ao rublo após o anúncio de novas medidas do Banco Central da Rússia.

Enquanto isso, os participantes do mercado também observam as informações sobre o desenvolvimento da safra brasileira. Apesar do retorno das chuvas, algumas localidades como é o caso de Ijuí (RS) ainda sofrem com o clima irregular. Na região, a expectativa é de perdas de até 50% na produtividade das lavouras do cereal.

Já a safrinha do cereal permanece como uma incerteza no mercado. Na semana anterior, a consultoria AgRural informou que, a safra no centro-sul que tem ganhado importância para a oferta nacional nos últimos anos, deverá recuar 7,4% na safra 2014/15 e recuar para 41,3 milhões de toneladas. O número está abaixo da estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em 45.769 milhões de toneladas.

No total, a segunda safra do grão deverá totalizar 49.410,8 milhões de toneladas, um aumento de 2,4% em relação à safra anterior. No ciclo 2013/14, os produtores brasileiros colheram cerca de 48.252,6 milhões de toneladas. 

Mercado interno

Frente à queda no dólar, o preço do milho praticado no Porto de Paranaguá recuou 2,58% nesta quarta-feira para R$ 30,20 a saca, para entrega em agosto de 2015. Na região de Jataí (GO), o preço também caiu 1,15%, com a saca negociada a R$ 21,50, segundo levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas.

Na contramão desse cenário, nas praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel, ambas no Paraná, as cotações subiram 0,94%, com a saca cotada a R$ 21,50, respectivamente. Na região de Tangará da Serra (MT), o dia foi de alta de 2,70%, com a saca cotada a R$ 19,00. 

Bolsa de Chicago

Em uma sessão volátil, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram em ligeira alta. Ao longo do pregão, o mercado trabalhou em campo negativo, mas voltou a subir e encerrou o dia com ganhos entre 1,25 a 2,75 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 4,08 por bushel.

De acordo com dados reportados pelos sites internacionais, o mercado subiu influenciado pelas informações de que a China teria aprovado a importação do DDGs, subproduto do etanol, utilizado na proteína animal. Nos últimos dias, os rumores movimentaram o mercado do cereal, já que, desde o ano passado, o país já rejeitou cerca de 1,2 milhão de toneladas do grão, por conter o MIR 162, ainda não aprovada pelas autoridades chinesas.

No entanto, o destaque do noticiário nesta quarta-feira internacional foi a informação de que a nação asiática teria assinado contratos de até 15 carregamentos de grãos secos destiladores para embarque entre dezembro e março, conforme dados da China National Grain and Oils Information Center. A China é o maior comprador do DDGs.

"Estamos observando se estas cargas de DDGs recém comprados poderão descarregar nos portos chineses sem problemas", disse Xia Rui, analista da Shangai Flow International Trade Co, disse em entrevista à Bloomberg. 

Além disso, as fortes altas registradas no mercado do trigo também ajudaram a sustentar o mercado de milho. Com as medidas de restrição às exportações, os futuros do trigo fecharam o pregão com ganhos de mais de 20 pontos, nas principais posições.

"Essa situação também refletiu no mercado do milho, mas não de maneira tão intensa. Há uma relação importante entre as duas commodities e qualquer diferença entre os preços da cultura, o mercado fica atento", explica o analista de mercado da Jefferies, Stefan Tomkiw. 

Em contrapartida, o analista também destaca que a crise nos preços do petróleo também afeta o mercado. "Isso afeta as margens nos EUA e há um desestímulo na produção do etanol a partir do milho", afirma. No país, ao redor de 130 milhões de toneladas serão destinadas à produção do etanol nesta temporada, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Ainda assim, a demanda permanece firme e os preços em patamares mais baixos, ao redor de US$ 4,00 por bushel acaba estimulando a demanda, segundo sinaliza Tomkiw. "Estamos com estoques elevados há algum tempo, porém, o mercado vem absorvendo o excedente", ressalta o analista.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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