Milho: Preços testam recuperação e exibem ligeiros ganhos na manhã desta 4ª feira na CBOT

Publicado em 26/08/2015 08:30

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quarta-feira (26) com ligeiras altas, próximas da estabilidade. Por volta das 8h21 (horário de Brasília), os principais contratos do cereal registravam ganhos entre 1,50 e 2,50 pontos. O vencimento setembro/15 era cotado a US$ 3,68 por bushel, depois de fechar o pregão anterior a US$ 3,65 por bushel.

O mercado testa uma recuperação após encerrar o dia anterior do lado negativo da tabela. Segundo informações reportadas por agências internacionais, as cotações foram pressionadas pela valorização do dólar frente as demais moedas, o que acaba comprometendo a competitividade do produto norte-americano no mercado internacional.

Além disso, os investidores ainda observam o comportamento do clima no Meio-Oeste dos EUA, uma vez que, cerca de 85% das plantações do cereal estão em fase de enchimento de grãos, de acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Para os próximos dias, as chuvas deverão ficar abaixo da média, mas, na contramão desse cenário, as temperaturas ficarão elevadas, conforme previsões do NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país.

Confira como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Em Chicago, mercado fecha sessão desta 3ª feira em queda frente à alta do dólar

Após iniciar o pregão do lado positivo da tabela, as cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) reverteram os ganhos iniciais e encerraram a sessão desta terça-feira (25) com quedas entre 3,25 e 3,75 pontos. O contrato setembro/15 era cotado a US$ 3,65 por bushel, depois de iniciar o dia a US$ 3,74 por bushel.

De acordo com informações reportadas pelo site Farm Futures, os futuros do milho e também do trigo foram pressionados pela valorização do dólar no mercado internacional. E, diante do dólar mais alto, a competitividade dos produtos negociados na bolsa americana acaba ficando comprometida, conforme explicam os analistas.

Por outro lado, as previsões climáticas também continuam sendo observadas pelos participantes do mercado. "Temos poucas ameaças climáticas aparentes para a cultura que está, em sua maioria, na fase de amadurecimento", disse Bob Burgdorfer. Ainda nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou que cerca de 85% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos.

No período de 30 de agosto a 3 de setembro, o NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país, aponta para chuvas abaixo da média, mas as temperaturas deverão ficar acima da normalidade, segundo o indicado nos mapas abaixo. Já a Somar Meteorologia, indicou nesta terça-feira que as chuvas poderão ficar acima da média ao longo do mês de setembro, quando a colheita tanto do milho quanto da soja deverá ser intensificada nos EUA.

Precipitação prevista nos EUA entre 30 de agosto a 3 de setembro - Fonte: NOAA

Precipitação prevista nos EUA entre 30 de agosto a 3 de setembro - Fonte: NOAA

Temperatura prevista nos EUA entre 30 de agosto e 3 de setembro - Fonte: NOAA

Temperatura prevista nos EUA entre 30 de agosto e 3 de setembro - Fonte: NOAA

A preocupação quanto ao real tamanho da safra norte-americana ainda permanece no radar dos investidores. Para essa safra, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) aposta em uma produção de milho ao redor de 347,64 milhões de toneladas. Por outro lado, as consultorias privadas indicam uma produção menor para essa temporada.

Outra questão é a demanda sublinhada pela turbulência nos mercados mundiais. "A produção de etanol poderá ser um pouco maior do que o USDA prevê para a safra velha e a demanda do setor de alimentação parece sólida”, explica o analista e editor do site Farm Futures, Bryce Knorr.

Mercado interno

Mesmo com a reação no câmbio, que encerrou o dia no maior patamar desde 27 de fevereiro de 2003, a R$ 3,60 e alta de 1,57%, a queda observada no mercado internacional pesou sobre os preços do cereal no Porto de Paranaguá. A saca do milho, para entrega outubro/15, finalizou a terça-feira a R$ 31,50, queda de 1,56%. No terminal de Santos, a cotação da saca permaneceu estável em R$ 32,00. Na contramão desse cenário, as cotações subiram 0,95% nas praças de Ubiratã e Londrina, no Paraná, e atingiram o patamar de R$ 21,20/sc.

Em Não-me-toque (RS), a valorização foi mais expressiva de 2,17%, com a saca do cereal negociada a R$ 23,50. O dia também foi de alta aos preços em Cascavel (PR), a saca do milho terminou a terça-feira a R$ 21,00, com ganho de 0,96%. Nas demais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas o dia foi de estabilidade.

Ainda no mercado interno, as cotações do milho têm encontrado suporte nas exportações brasileiras. No acumulado até a terceira semana de agosto, os embarques do grão totalizam 1.405,2 milhão de toneladas, com média diária de 93,7 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Para essa temporada, os analistas e consultorias privadas estimam as exportações brasileiras elevadas, podendo superar os 26 milhões de toneladas registrados em 2013.

Enquanto isso, os produtores permanecem evoluindo com os trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras. No Mato Grosso, maior estado produtor, a colheita já está praticamente finalizada, conforme indicado no último boletim do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), chegando a 98,61%. A produtividade média está em 106,70 sacas por hectare até o momento, esse será o melhor rendimento da história.

No Paraná, o Deral (Departamento de Economia Rural) divulgou em seu último relatório que a colheita estava completa em 79% da área semeada. E, ainda de acordo com o boletim, cerca de 93% das plantações estavam em boas condições. Por outro lado, no Mato Grosso do Sul, a colheita do cereal ultrapassa o percentual de 69%. A perspectiva é que sejam colhidas em torno de 8,3 milhões de toneladas de milho no estado nesta safra.

BM&F Bovespa

A recuperação do dólar ao longo desta terça-feira (25) favoreceu os preços do milho praticados na bolsa brasileira. As posições mais negociadas da commodity exibiram ganhos entre 0,47% e 0,84%. O contrato setembro/15 terminou a sessão a R$ 29,05/sc, com valorização de 0,69%. No dia anterior, o vencimento finalizou o pregão cotado a R$ 28,89/sc.

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Tags:
Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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