Milho: Nesta 4ª feira, mercado dá continuidade ao movimento negativo e opera com leves perdas

Publicado em 16/09/2015 08:25 221 exibições

As cotações futuras do milho iniciaram o pregão desta quarta-feira (16) do lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 8h11 (horário de Brasília), os contratos mais negociados exibiam quedas entre 3,00 e 3,75 pontos. A posição dezembro/15 era cotada a US$ 3,86 por bushel, depois de encerrar o dia anterior a US$ 3,90 por bushel.

O mercado amplia as perdas registradas na sessão anterior. Nesta terça-feira, as cotações futuras da commodity exibiram perdas entre 2,50 e 3 pontos. Os analistas explicam que o mercado passou por um movimento de realização de lucros depois das recentes valorizações.

Além disso, os investidores também acompanham a evolução da colheita do milho nos Estados Unidos. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que até o último domingo cerca de 5% da área semeada com o grão já havia sido colhida.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Em Santos, preço sobe 1,41% nesta 3ª feira e saca é negociada a R$ 36,00

A terça-feira (15) foi de alta aos preços do milho no Porto de Santos. A saca encerrou o dia negociada a R$ 36,00 e ganho de 1,41%. Em Não-me-toque (RS), a saca do cereal subiu 2,04% e finalizou a R$ 25,00. Na região de Tangará da Serra (MT), a alta foi de 2,86%, com a saca do grão negociada a R$ 18,00.

Nas demais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, o dia foi de estabilidade. No terminal de Paranaguá, os preços também foram mantidos em R$ 34,00 a saca para entrega em outubro/15. Apesar da queda nos preços futuros no mercado internacional, as cotações acabaram encontrando suporte no câmbio.

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,8626 na venda, com ganho de 1,28%. Segundo dados da agência Reuters, a preocupação por parte dos investidores com a perspectiva de que as medidas fiscais divulgadas não sobrevivam ao Congresso e também em relação à reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que poderá elevar as taxas de juros dão sustentação ao câmbio.

Paralelamente, o dólar fortalecido tem contribuído para a competitividade do grão brasileiro. Porém, o Cepea ressaltou a preocupação em relação ao andamento das exportações brasileiras de milho. Isso porque, os embarques diminuíram na semana anterior devido às chuvas.

Com isso, o acumulado das exportações nas duas primeiras semanas de setembro chegou a 1,061 milhão de toneladas. Os dados do Cepea calculam que, nos próximos 4 a 5 meses, período que falta para o fechamento da temporada, seria necessária a marca de 4,4 milhões de toneladas exportadas por mês. Com média diária de 220 mil toneladas, para 20 dias úteis.

Ainda assim, as cotações do milho no mercado spot e para exportação continuam em alta, indicando que a demanda tem se destacado à oferta mesmo nos níveis recordes de 2015. O suporte nos preços seria decorrente dos contratos a termo para exportação tanto da safra atual quanto da próxima safra, conforme dados do Cepea.

Bolsa de Chicago

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sessão da terça-feira (15) em campo negativo. As principais posições da commodity finalizaram o dia com quedas entre 2,50 e 3 pontos. O contrato dezembro/15 era cotado a US$ 3,90 por bushel, depois de iniciar a sessão a US$ 3,91 por bushel.

De acordo com informações do site internacional Farm Futures, o mercado exibiu um movimento de realização de lucros após as recentes valorizações. Nos últimos seis pregões, as cotações do cereal exibiram altas, sendo que, nos dois últimos, os ganhos foram acentuados com as novas projeções para a safra e estoques dos EUA e mundial. Os dados fazem parte do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"E também com as recentes altas, os produtores aproveitaram para realizar mais negócios com a safra velha e também com a safra nova de milho", disse Bob Burgdorfer, analista e consultor do portal.

Ainda nesta segunda-feira, o órgão também trouxe os primeiros números oficiais sobre o andamento da colheita do milho da safra 2015/16. Até o último domingo (13), cerca de 5% da área cultivada nesta temporada já havia sido colhida. No mesmo período do ano passado o índice era de 4% e a média dos últimos cinco anos é de 9%. Os participantes do mercado apostavam em um percentual colhido ao redor de 4%.

Cerca de 87% das plantações ainda estão na fase de milho dentado, contra 76% da semana anterior e, 35% em estágio de maturação. O departamento ainda manteve em 68% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições, 22% estão em situação regular e 10% apresentam condições ruins ou muito ruins.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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