Milho: Na CBOT, mercado amplia ganhos nesta 6ª feira e contratos mais curtos buscam os US$ 4,00/bu

Publicado em 20/05/2016 12:10 e atualizado em 20/05/2016 17:54
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Ao longo do pregão desta sexta-feira (20), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram os ganhos. As principais posições do cereal exibiam valorizações entre 1,50 e 3,50 pontos, por volta das 11h36 (horário de Brasília). Mais uma vez, as cotações mais curtas tentam se aproximar do patamar de US$ 4,00 por bushel. Já os mais distantes, eram negociados a US$ 4,07 por bushel (março/17) e US$ 4,11 por bushel (maio/17).

O mercado tenta recuperar partes das perdas registradas no dia anterior, conforme informações reportadas pelas agências internacionais, Ainda ontem, as cotações da commodity foram pressionadas pela alta do dólar frente a uma cesta de moeda, o que acaba tirando a competitividade do cereal norte-americano. Com isso, o mercado caiu mais de 2% e os preços perderam entre 8,25 e 9,75 pontos.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 125 mil toneladas de milho para a Colômbia. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2015/16. Essa é a segunda operação divulgada essa semana, já que na última segunda-feira (16), o órgão informou a venda de 128 mil toneladas para a Coreia do Sul, também com entrega no ciclo 2015/16.

Além da demanda pelo produto norte-americano, os analistas reforçam que o plantio norte-americano permanece no radar dos investidores. Até o último domingo (15), cerca de 75% da área projetada para essa safra já havia sido cultivada, conforme dados oficiais. Os números deverão ser atualizados na próxima segunda-feira (23), no novo relatório de acompanhamento de safras do departamento americano.

"Os produtores tentam encerrar o plantio, que deverá ser beneficiado pelo clima mais seco nesse final de semana, antes das tempestades previstas para a próxima semana em grande parte do Corn Belt. Os mapas climáticos também apontam para precipitações normais retornando no final do mês de maio", disse Bryce Knorr, editor e analista de mercado da Farm Futures.

Do mesmo modo, a quebra na safrinha brasileira continua sendo observada pelos participantes do mercado. Isso porque, a perspectiva é que haja troca de origem do produto brasileiro para o norte-americano.

BM&F Bovespa

Na BM&F, as cotações do cereal operam em campo misto no pregão desta sexta-feira (20). As primeiras posições exibiam ligeiras quedas entre 0,08% e 0,34%. O julho/16 era cotado a R$ 48,66 a saca e o setembro/16, referência para a safrinha brasileira, a R$ 44,45. Apenas o vencimento novembro/16 era negociado a R$ 46,19 a saca, com valorização de 0,20%.

A volatilidade é decorrente da oscilação observada no câmbio. No pregão de hoje, a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,5436 na venda, com queda de 0,74%, por volta das 11h49 (horário de Brasília). De acordo com dados do site G1, o câmbio acompanha o bom humor nos mercados externos e o movimento também é decorrente da não intervenção do Banco Central no mercado.

Enquanto isso, os fundamentos continuam inalterados no mercado interno. Isso porque, nesse instante a disponibilidade de milho é baixa e há muitas preocupações em relação ao tamanho da safrinha do grão. Ainda nesta sexta-feira, o presidente do sindicato rural de Rio Verde (GO), Walter Baylão Júnior, reportou que as perdas podem superar os 40% na região. Com isso, as lideranças e produtores da região aguardam o decreto de estado de emergência.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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