Milho: Mercado aguarda novas informações e opera com estabilidade na manhã desta 5ª feira em Chicago

Publicado em 18/08/2016 08:51 e atualizado em 18/08/2016 12:25
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As cotações futuras do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta quinta-feira (18) em campo misto. Por volta das 8h35 (horário de Brasília), as primeiras posições testavam ligeiras perdas, de 0,50 pontos. O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 3,29 por bushel e o dezembro/16 era negociado a US$ 3,39 por bushel.

Conforme ressaltam os analistas, os preços operam próximos da estabilidade à espera de novas informações. A grande safra norte-americana de milho, de mais de 384 mi de toneladas, já foi precificada pelo mercado. O clima continua sendo observado, especialmente em relação às chuvas mais pesadas em algumas localidades do cinturão produtor.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga novo boletim de vendas para exportação, importante indicador de demanda. Na semana anterior, o número ficou em 1.610,5 milhão de toneladas de milho.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: À espera de novidades, mercado fecha 4ª feira com leve alta, próximo da estabilidade em Chicago

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta quarta-feira (17) em campo positivo. As principais posições do cereal exibiram ligeiras valorizações entre 2,25 e 2,75 pontos. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 3,30 por bushel, enquanto o dezembro/16 era negociado a US$ 3,39 por bushel.

De acordo com a analista de mercado da FCStone, Ana Luiza Lodi, o mercado aguarda por novas informações. "A projeção de grande safra nos Estados Unidos nesta temporada já foi absorvida pelos investidores. Com isso, o mercado está sem novidades, operando com ajustes técnicos e hoje, encontrou sustentação nos ganhos da soja", explica a analista.

No final da semana anterior, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou a produção norte-americana de milho em 384,91 milhões de toneladas. E, ainda ontem, manteve em 74% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições.

Contudo, o comportamento do clima ainda segue no radar dos participantes do mercado. "O fato é que o clima agora mostra a frente de chuvas que afetou a parte sul do cinturão americano no último final de semana - chegando aos 700 mm em Louisiana - e agora se encaminha para o norte, podendo pegar Indiana e Illinois neste meio de semana", explica. "Nas áreas onde essa frente passou, houve grandes inundações e perdas nas lavouras", disse o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

Produção de etanol nos EUA

Nesta quarta-feira, a AIE (Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos) reportou um aumento na produção de etanol no país, que ficou em 1,029 milhão de barris por dia na semana encerrada no dia 12 de agosto. O último número reportado pelo órgão era de pouco mais de 1,018 milhão de barris por dia.

Já os estoques registraram ligeira queda e passaram de 20,5 mil barris para 20,4 mil barris no mesmo período.

Mercado interno

A quarta-feira (17) foi de estabilidade aos preços do milho em grande parte das praças brasileiras pesquisadas pela equipe do Notícias Agrícolas. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), as cotações caíram 2,86% e fecharam o dia a R$ 34,00. Já em Jataí (GO), a queda foi de 2,63%, com a saca a R$ 37,00.

No Paraná, nas praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel, os preços cederam 1,41%, com a saca do cereal a R$ 35,00. Em contrapartida, em Sorriso (MT), o valor subiu 3,70%, com a saca a R$ 28,00. No Porto de Paranaguá, preço estável a R$ 33,00 a saca para entrega em setembro.

"Ainda vemos no mercado interno uma retenção das vendas por parte dos produtores. Ainda assim, temos acompanhado algumas vendas, especialmente no estado de Mato Grosso. Os participantes do mercado ainda acompanham as informações sobre as exportações que deverão impactar no volume que será destinado ao mercado doméstico", afirma Ana Luiza.

A analista ainda completa que, o line-up dos portos brasileiros já indicam uma redução nos embarques do cereal. "Eles estão mais fracos, o que indica exportações mais baixas. E também é preciso levar em consideração o câmbio, que nesse instante não está favorável", ratifica.

Ainda hoje, a moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,2115 na venda, com alta de 0,55%. Segundo a agência Reuters, o movimento é decorrente da ata do Federal Reserve que mostrou que ainda há consenso no banco central americano de que serão necessários mais indicadores econômicos antes que fique clara a necessidade de elevação na taxa de juros no país.

BM&F Bovespa

Na bolsa brasileira, as cotações futuras do milho encerraram o dia em campo negativo. As principais posições do cereal recuaram entre 0,39% e 1,13% na sessão desta quarta-feira (17). O contrato setembro/16, referência para a safrinha era cotado a R$ 43,75 a saca e o novembro/16 a R$ 43,99 a saca.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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