Milho fecha a terça-feira em Chicago precificado por Trump e as boas condições da América do Sul

Publicado em 24/01/2017 17:17 e atualizado em 25/01/2017 08:12
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Os futuros do milho até que abriram os negócios nesta terça (24) na Bolsa de Chicago (CBOT) no azul, mas foram perdendo fôlego até que viraram para o negativo, ainda dentro da faixa da estabilidade, por volta das 13 horas. Daí até fechamento dos negócios a queda se acentuou, com o cereal liderando o recuo entre as demais commodities. O março ficou em US$ 3,63 o bushel, perdendo 6,25 pontos, o maio a US$ 3,70, em -6 pontos, enquanto o mais longo, julho, perdeu menos, 5,50 pontos, a US$ 3,77.
 
O impulso inicial do dia, com as notícias do USDA sobre vendas de 125 mil toneladas extras, deu lugar às preocupações com a saída dos Estados Unidos do Tratado Trans-Pacífico (TPP), decretada pelo presidente Donald Trump, especialmente depois que a Federação Americana de Agricultura (AFBF, da sigla em inglês) reportou que o país deixará de ganhar US$ 4 bilhões, em alguns anos, sem a implementação do TPP.
 
Somado a isso, de acordo com analistas ouvidos pela Reuters International, há ainda no horizonte o Nafta, o acordo de livre comércio entre EUA, Canadá e México, que o presidente Donald Trump já ameaçou rever. Lembrando que o México é o segundo maior importador do milho americano, podendo, portanto, retaliar os americanos caso não se chegue a um acordo.
 

Na América do Sul, com a melhora do cenário de chuvas abundantes na Argentina, mais as condições normais da colheita da primeira safra e o avanço do plantio do safrinha no Brasil, que deverá se conduzir dentro da janela ideal, influenciaram na pressão o grão, apesar de relatório da Informa Economics que veio cortando um pouco a previsão de plantio em 2017, também como relatou a Reuters.  

BM&F e câmbio
 
De carona com as variáveis mais nacionais de produção, os futuros do milho da BM&F Bovespa também emagreceram, com março a R$ 35,28, -0,45%, e maio, a R$ 33,80, com variação negativa de 0,59%.
E o dólar, com elevação marginal de 0,24%, indo a US$ 3,17, em dia de pouca variação.

Mercado Físico
 

No mercado físico os negócios ficaram mais devagar, com a coluna variação praticamente toda zerada. Apenas Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis (MT), com expansão de mais de 2%, tiveram destaque. Londrina (PR) foi a única praça com milho negativo a 1,89% de variação.

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Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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