Milho: Chicago quase recupera as perdas da véspera e sai da semana (12 a 19/5) em leve alta

Publicado em 19/05/2017 17:29
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O milho terminou esta sexta (19) com uma boa alta na Bolsa de Valores (CBOT), “devolvendo” as perdas da véspera ocasionadas pelo derretimento do real pelo agravamento da crise política brasileira. Com as cotações baratas, os fundos entraram pesado para girar uma commodity travada há um bom tempo.

O último dia da semana fechou com todos os vencimentos do ano positivando de 6 a 6,5 pontos, sendo este último valendo para o contrato de julho, que ficou cotado o bushel a US$ 3,72; setembro US$ 3,79 e dezembro US$ 3,90.

Segundo analistas do portal Agriculture, com as tempestades esperada neste final de semana para Missouri, Illinois e Indiana, de acordo com o National Weather Service, os traders se aproveitaram da expectativa de impacto negativo no plantio e também da baixa do milho e fecharam o pregão comprados.

Com exceção dos dois rallys de quinta e hoje, na semana todos os contratos apresentaram variação positiva bem marginal, de 0,0150 a 0,0175 ponto, o que mais uma vez conferiu uma semana morna para o milho, conforme pode ser observado abaixo no gráfico preparado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes.

 

 

Mercado disponível

Nas principais praças produtoras de milho, em Paraná e Mato Grosso, mas uma semana de travas. No início dos negócios nesta quinta os vendedores até tentaram impor um sobrepreço com a queda do dólar, mas os compradores não agiram.

Daí então que o cereal disponível terminou o sétimo como havia entrado dia 12. Sorriso, no MT, continuou com a cotação mais deprimida, em R$ 13,00, sem variação nos últimos sete dias. No Paraná, a cotação mais alta ficou em Ponta Grossa, R$ 26,00, enquanto as zonas produtoras do Oeste na casa dos R$ 21, também sem alteração.

Confira o gráfico abaixo.

 

 

BM&F Bovespa

Sem expectativa da relação cambial favorecer o milho brasileira, igual se mantivesse o esvaziamento do real no dia anterior, o primeiro contrato a vencer em São Paulo, o setembro, fechou negativo em 1,21%, R$ 27,66, e o último do ano, novembro, também em recuo de 0,07%, a R$ 28,42.

Mas ambos conseguiram diminuir as perdas verificadas no início da tarde.                          

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Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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