Milho: USDA reduz estoques americanos e safra na Argentina; leves altas na CBOT

Publicado em 08/02/2018 17:55 e atualizado em 08/02/2018 18:50
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O pregão desta quinta-feira (8) foi de ligeiras altas aos preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity subiram entre 0,25 e 0,75 pontos. O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,65 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,73 por bushel.

Conforme dados do site Agrimoney.com, o mercado foi impulsionado pelas novas projeções trazidas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim de oferta e demanda. Os estoques finais americanos do grão caíram de 62,92 milhões para 59,74 milhões de toneladas.

As projeções para a safra da América do Sul também era aguardadas pelos participantes do mercado. Para a Argentina, o USDA reduziu para 39 milhões de toneladas a estimada para a produção de milho nesta temporada. O número ficou abaixo do indicado em janeiro, de 42 milhões de toneladas.

Os estoques finais do país também foram revistos para baixo e recuaram de 6,27 milhões para 5,27 milhões de toneladas. As exportações argentinas de milho ficaram em 27,5 milhões de toneladas, frente as 29 milhões de toneladas estimadas no relatório anterior.

A projeção do departamento norte-americano para a safra da Argentina ficou em linha com o divulgado nesta quinta-feira pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). "O número representa uma queda de 5% em relação à sua primeira previsão, de 41 milhões de toneladas"

Ainda no boletim, o USDA revisou a sua projeção para a safra global de milho no ciclo 2017/18. O número recuou e 1.044,56 bilhão para 1.041,73 bilhão de toneladas. Os estoques ficaram em 203,09 milhões de toneladas, contra as 206,57 milhões de toneladas estimadas em janeiro.

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Ainda hoje, o USDA também divulgou seu boletim de vendas semanais de milho. Na semana encerrada no dia 1 de fevereiro, as vendas do cereal somaram 1,76 milhão de toneladas.

A estimativa dos participantes do mercado era de 1,35 milhão de toneladas. O volume ficou 4% abaixo do indicado na semana anterior, porém, 27% acima da média das últimas quatro semanas.

No acumulado da temporada, as vendas do cereal somam 34.021,5 milhões de toneladas. O volume ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, de 41.189,4 milhões de toneladas do cereal.

Mercado interno

A quinta-feira (8) foi de ligeiras movimentações aos preços do milho praticados no mercado doméstico. De acordo com levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Sorriso (MT), o preço caiu 7,14%, com a saca do cereal a R$ 13,00. Em São Gabriel do Oeste (MS), a perda foi de 2,27%, com a saca a R$ 21,50.

Na região de Castro (PR), a perda foi de 1,67%, com a saca a R$ 29,50. Na contramão desse cenário, em Campo Novo do Parecis (MT), a saca subiu 2,78%, com a saca a R$ 18,50. Ainda em Mato Grosso, em Tangará da Serra, o ganho foi de 2,63%, com a saca a R$ 19,50. Já em Assis (SP), o ganho foi de 1,11%, com a saca a R$ 27,30.

Os analistas ainda reforçam que o mercado encontra suporte nos atrasos na colheita na safra de verão. No maior estado produtor do cereal na primeira safra, o Rio Grande do Sul, cerca de 30% da safra já foi colhida, segundo dados reportados pela Emater/RS.

"Os rendimentos se mantêm em níveis satisfatórios, com casos recorrentes que ultrapassam seis mil kg/ha, cenário este registrado nas áreas ao Norte do estado", informou em nota.

Em contrapartida, as lavouras semeadas no Centro-Sul do estado sofreram com o stress hídrico e as chuvas observadas ao longo da segunda quinzena de janeiro não foram suficientes para reverter a ausência de água no solo. "Atingindo fortemente as lavouras em fase reprodutiva e diminuindo assim o potencial produtivo", destacou a entidade.

Dólar

O dia foi de ligeira alta ao dólar. A moeda norte-americana subiu 0,13% e encerrou o pregão desta quinta-feira a R$ 3,2811 na venda. "Os investidores aproveitaram o nível de preço para vender a moeda após ela ter ido a US$ 3,30 sob influência externa, ainda em meio à percepção de aperto mais intenso de juros nos EUA", divulgou a Reuters.

Confira como fecharam os preços nesta quinta-feira:

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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