Milho recua mais de 1% nesta 3ª feira na CBOT com foco no impasse entre EUA e China e na safra americana

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços do milho encerraram a sessão desta terça-feira (29) em campo negativo. As principais posições da commodity ampliaram as perdas durante o dia e finalizaram o pregão com quedas de mais de 6 pontos, uma desvalorização de mais de 1%. O vencimento julho/18 era cotado a US$ 4,00 por bushel, enquanto o setembro/18 operava a US$ 4,09 por bushel.
De acordo com informações das agências internacionais, as cotações foram pressionadas pela continuidade do impasse entre as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China. Nesta terça-feira, a Casa Branca informou que o país vai impor uma tarifa de 25% em US$ 50 bilhões sobre importações chinesas.
"Os mercados subiram durante a noite com foco no clima, mas quebraram quando o governo Trump disse que continuava a trabalhar para as tarifas sobre a China, mesmo quando os dois lados chegaram a um acordo", disse Jack Scoville, analista sênior de mercado da PRICE Futures Group, ao Agriculture.com.
O analista ainda acrescenta que, "ainda teme-se o clima, o tempo seco no Texas e no Mar Negro para o trigo e também nas regiões ocidentais do cinturão de milho. As áreas a leste do Mississippi devem receber chuvas nos próximos dias, então não há preocupações. As ideias são de que as condições de colheita de milho e soja dos EUA estão bem".
Com 81% da área semeada até a última semana, os participantes do mercado aguardam as atualizações no boletim de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será reportado no final desta terça-feira. A perspectiva é que a área cultivada esteja próxima de 93%, conforme estimativas dos traders.
"Ao divulgar as primeiras avaliações da safra de milho 2018, o USDA dará início a um debate de meses sobre o quão grande é a safra de milho deste ano", destacou o Farm Futures. Os investidores também seguem atentos às classificações semanais das lavouras. A expectativa é que haja uma precisão quando cerca de 85% da cultura estiver polinizada, em meados do mês de julho.
Ainda nesta terça-feira, o USDA divulgou que os embarques de milho somaram 1.705,190 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 24 de maio. As apostas dos investidores estavam entre 1,4 a 1,7 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, os embarques totalizam 38.022,641 milhões de toneladas, frente as 43 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período do ano anterior.
O departamento americano também reportou a venda de 231,248 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. Do total, 28,048 mil toneladas serão entregues na campanha 2017/2018 e o restante, de 203,2 mil toneladas para entrega no ano comercial 2018/2019.
Mercado interno
A terça-feira foi de preços inalterados nas principais praças pesquisadas pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. O preço d milho caiu 3,03% em São Gabriel do Oeste (MS), com a saca a R$ 32,00. No Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega em agosto/18, caiu 1,23% e encerrou o dia a R$ 40,00. Já em Panambi (RS), o ganho foi de 1,57%, com a saca a R$ 35,04.
"A paralisação de caminhoneiros tem inviabilizado as negociações no mercado de grãos. Produtores, com receio de não conseguir entregar o produto, não ofertam lotes no mercado spot. Compradores, especialmente avicultores e suinocultores, indicam forte necessidade de receber os insumos para a alimentação dos animais e aceitam pagar preços mais elevados – apenas alguns recebem novos lotes", informou o Cepea em nota nesta terça-feira.
Enquanto isso, a moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,7286 na venda. "O dólar subiu pela quarta sessão consecutiva e voltou a se reaproximar dos 3,75 reais, influenciado pela aversão ao risco no exterior, que se somou às preocupações com os impactos da crise doméstica dos caminhoneiros na economia", informou a Reuters.
Confira como fecharam os preços nesta terça-feira:
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