Milho tem dia negativo na maior parte do Brasil nesta 3ª feira e fecha estável em Chicago

Publicado em 23/10/2018 19:13
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Os preços do milho recuaram quase que de forma generalizada nesta terça-feira (23) no mercado brasileiro. As praças do sul do país foram as que apresentaram as perdas mais intensas, de até 2,86%, como foi o caso de Não-Me-Toque/RS, onde a saca fechou o dia com R$ 34,00. 

As exceções ficaram por algumas praças de Mato Grosso, como Primavera do Leste, onde o preço foi a R$ 21,50 por saca, com queda de 4,88%. 

No porto de Paranaguá, a referência agosto/19, indicativo para a safrinha do ano que vem, ficou estável nos R$ 35,00 por saca. 

Bolsa de Chicago

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago terminaram o dia com estabilidade, testando leves ganhos de 0,75 a 1 ponto, levando o dezembro/18 aos US$ 3,70 e o março/19 a US$ 3,82 por bushel. 

Assim como acontece na soja, os traders esperam por um novo e expressivo fator que possa mudar as direções dos preços de forma mais significativa. Até que isso aconteça, o mercado mantém seu foco sobre o avanço da colheita nos EUA - que pressiona as cotações - e na demanda intensa pelo grão norte-americano - que dá sustentação às cotações. 

De acordo com números reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), no final do dia ontem, a colheita do milho no Meio-Oeste registrou uma evolução de 39% para 49%, em linha com o que o mercado vinha esperando. No ano passado, nesse período, a colheita estava em 37% e, na média dos últimos cinco anos, em 47%. 

"O boletim do USDA mostrou ritmo lento e, mesmo o índice estando acima do ano passado e da media, a colheita está atrasada para
este ano, uma vez que a safra está adiantada e já deveria ter mais de 60% das lavouras colhidas neste momento", diz o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Até este momento, as condições de clima favorecem os trabalhos de campo, porém, o Corn Belt poderia vir a registrar mais chuvas nos próximos dias, desta quarta-feira (24) em diante. "A colheita pode parar novamente e isso seria fator positivo para as cotações neste momento", completa Brandalizze.  

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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