Milho: Bolsa de Chicago encerra terça-feira com preços em queda de 2,5 pontos

Publicado em 29/01/2019 17:44 e atualizado em 30/01/2019 10:10
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Após operar todo o dia muito próximos da estabilidade, os preços do milho encerraram a terça-feira (29) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram desvalorizações entre 2,25 e 2,5 pontos. O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,77 e o maio/19 valia US$ 3,86.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho seguem sem apresentar grandes volumes em mais uma sessão de restrição. As inspeções de exportação na semana passada caíram para 32,5 milhões de bushels, na estimativa mais baixa das estimativas de comércio e 15 milhões abaixo da última previsão feita pelo USDA em dezembro. Ainda assim, as inspeções no acumulado do ano permanecem bem à frente desse ritmo, após um rápido início dos embarques no outono passado, quando a capacidade de embarque normalmente dedicada à soja se abriu devido a interrupções causadas pelas tarifas da China.

Mercado Interno

Já no mercado interno, as principais cotações permaneceram sem alterações nesta terça-feira. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, apenas as praças de Brasília/DF, Palma Sola/SC, Cascavel/PR e Ponte Grossa/PR registraram valorizações de 1,52%, 1,59%, 1,67% e 3,03% com preços de R$ 33,50, R$ 32,00, R$ 30,50 e R$ 34,00 respectivamente. Por outro lado, apenas Porto Paranaguá registrou desvalorização de 1,35% e preço de R$ 36,50.

De acordo com a XP Investimentos, intermediários e silos locais dão a tônica do mercado (especulado) e vão testando referências maiores. De acordo com os mesmos, o avanço da colheita de soja no Sul e Centro-Oeste inflacionou os fretes e vai impedindo a entrada de milho tributado em São Paulo.

O fato restringe a comercialização ao diferido e, por mais que tentem comprar a conta-gotas e não demonstrar uma demanda aquecida, indústrias e granjas acabam pagando para recompor os estoques. A esperança destes é que a colheita local avance rapidamente no início de fevereiro e garanta uma oferta mais robusta.

Confira como ficaram as cotações nesta terça-feira:

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Por Guilherme Dorigatti
Fonte Notícias Agrícolas

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