Milho: sexta-feira encerra com estabilidade nos preços internacionais

Publicado em 15/02/2019 17:56 e atualizado em 17/02/2019 20:11
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Após operar durante todo o dia apresentando leves altas, os preços internacionais do milho encerraram a sexta-feira (15) com estabilidade e leves movimentações misturadas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram flutuações entre 0,25 negativo, 0 e 0,25 positivo. O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,74, o maio/19 valia US$ 3,82 e o julho/19 era negociado por US$ 3,90.

Segundo divulgado pela Agência Reuters diretamente da capital chinesa, os Estados Unidos e a China retomarão as negociações comerciais na semana que vem em Washington, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu na sexta-feira que pode estender o prazo de 1 de março para um acordo e manter as tarifas sobre produtos chineses. Ambos os países relataram progressos após os cinco dias de negociações em Pequim nesta semana.

O site Barchart destacou também que o Safras & Mercado reduziu hoje ligeiramente sua estimativa de produção no Brasil para 93.305 milhões de toneladas, em comparação com 94,5 milhões de toneladas esperadas pelo USDA.

Ainda nesta sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou a venda de 205,744 mil toneladas de milho para destinos não revelados. O volume total é referente à safra 2018/19.

Mercado Interno:

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, valorizações foram registradas apenas nas praças de Ponta Grossa/PR (1,39% e preços de R$ 36,50), Castro/PR (2,78% e preços de R$ 37,00) e em Sorriso/MT (22,22% e preços de R$ 22,00 no disponível).

Já a desvalorizações apareceu apenas em Campinas/SP (1,30% e preços de R$ 37,92)

De acordo com a XP Investimentos, a semana se encerra com forte especulação altista e preços recordes. Nesta sexta-feira (15), a amostra da XP Investimentos avança aos R$ 40,75/sc, maior nível dos últimos 5 meses (desde 19/9). O ponto chave ainda é a regionalização dos lotes e nem mesmo o início da colheita de milho tem sido suficiente para acalmar os ânimos altistas.

O milho tributado dificilmente chega as praças paulistas, prejudicados pelos altos níveis dos fretes. Com os negócios restritos ao diferido, Intermediários e Silos se aproveitam, ao menos por enquanto, para elevar suas pedidas pelos estoques e realizar seus lucros. Indústrias e Granjas só recompõem os estoques, sem inspirações maiores.

A Agrifatto Consultoria aponta que os prêmios pelo milho perderam fôlego nesta semana, em movimento oposto ao que foi registrado para a soja no mesmo período. A disponibilidade menor do cereal no mercado doméstico e o com a soja recém-colhida chegando aos portos, o mercado deve registrar maior volume de soja sendo exportado em relação aos embarques com milho.

O mercado futuro continua com movimentação técnica, e as cotações se acomodam até suportes gráficos. Vale destacar que no pregão de ontem (14.fev), os contratos testaram os níveis de preços, alternando entre o campo positivo e negativo várias vezes ao longo do dia.

Veja como ficaram as cotações nesta sexta-feira:

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Por Guilherme Dorigatti
Fonte Notícias Agrícolas

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