Tensão na relação dos EUA com outros países mantem cotações do milho estáveis em Chicago

Publicado em 02/04/2019 11:52
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A Bolsa de Chicago (CBOT) segue operando em estabilidade para os preços internacionais do milho futuro nessa terça-feira (02). As principais cotações apresentam movimentações entre 0,25 e 0,50 pontos negativos por volta das 11h40 (horário de Brasília).
 
O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,61, o julho/19 valia US$ 3,71 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,79.
 
Bryce Knorr da Farm Futures destaca que as cotações de maio tem um “longo caminho a percorrer” para recuperar uma tendência de alta após as quedas da semana passada.
 
Já a Successful Farming aponta que os agentes do mercado seguem atentos as movimentações das negociações entre Estados Unidos e China. O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, está em Washington para continuar as negociações comerciais de alto nível com seu representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. Os lados vêm negociando há meses em uma tentativa de acabar com as tarifas que eles têm sobre os bens dos outros.
 
Além disso, as tensões na relação EUA-México também podem acarretar consequências para o mercado do milho. O presidente Donald Trump ameaçou fechar a fronteira com seu vizinho latino, a menos que o país faça alguma coisa para impedir a imigração ilegal nos EUA. O México é o maior importador de milho dos EUA e terceiro maior comprador de soja.
 
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A bolsa brasileira também opera muito próxima da estabilidade, mas apresentava resultados misturados nas principais cotações nessa terça-feira. As movimentações iam de 0,19% negativo à 0,45% positivo por volta das 11h49 (horário de Brasília).
 
O vencimento maio/19 era cotado a R$ 35,95, o julho/19 valia R$ 33,55 e o setembro/19 era negociado por R$ 34,20.
 
As exportações brasileiras de milho seguem aumentando nesse ano. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, que o país atingiu a média de 46,9 mil toneladas por dia útil exportadas no mês de março, um amento de 62,9% com relação ao mesmo período de 2018.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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