Avanço do plantio americano deixa cotações do milho dessa 3ªfeira em baixa na Bolsa de Chicago

Publicado em 23/04/2019 17:15 e atualizado em 24/04/2019 09:32
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A tendência de baixa que esteve presente durante toda essa terça-feira (23) permaneceu nos preços internacionais do milho futuro até o final do dia. Com isso, as principais cotações registraram desvalorizações entre 2,75 e 3,50 pontos na Bolsa de Chicago (CBOT).

O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,51, o julho/19 valeu US$ 3,60 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,68.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho caíram cerca de 1% na terça-feira devido ao avanço do plantio americano no Corn Belt na semana passada. No último relatório de progresso da safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), na tarde de segunda-feira, a agência informou que 6% da safra de milho deste ano foi plantada em 21 de abril, ante 3% na semana anterior.

Outro fator que segue influenciando o mercado é a negociação comercial entre os Estados Unidos e a China, que continuam avançando lentamente e sem nenhuma perspectiva de resolução breve.

“Você tem dois grandes problemas com a China: sua guerra comercial não resolvida e a peste suína africana, ambos problemas gigantescos quando se trata de demanda”, disse Joe Vaclavik, presidente da Standard Grain.

Peste suína africana, que é fatal para os porcos, mas inofensiva humanos, se espalhou para todas as províncias do continente chinês desde sua detecção inicial em agosto de 2018, aumentando a preocupação sobre uma queda na demanda chinesa por alimentos, incluindo soja e milho.

Mercado Interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as desvalorizações apareceram somente nas praças de Ponte Grossa/PR (1,54% e preço de R$ 32,00), Ubiratã/PR, Londrina/PR e São Gabriel do Oeste/MS (1,92% e preço de R$ 25,50), Luís Eduardo Magalhães/BA (2,78% e preço de R$ 35,00), Porto Paranaguá/PR (3,03% e preço de R$ 32,00), Não-Me-Toque/RS (3,33% e preço de R$ 29,00) e Jataí/GO e Rio Verde/GO (3,45% e preço de R$ 28,00).

Não foram percebidas valorizações nessa terça-feira.

De acordo com a XP Investimentos,o mercado físico segue frouxo. Alguns compradores locais voltaram ao mercado diferido ofertando R$ 35,00/sc e foram efetivos. Após a reposição dos estoques consumidos nos últimos dias, boa parte já volta a adotar postura retraída. A preferência ainda é pelas cargas do Centro-Oeste e de Minas Gerais, que aparece com referências abaixo do mercado tributado pela necessidade de segurar a soja nos silos e armazéns.

Nos campos, o bom volume de chuvas conduz um desenvolvimento das lavouras de inverno animador e os números finais de safra devem ficar próximos aos maiores da história. O cenário externo é baixista (estoques elevados, superproduções e baixa demanda para rações) e nem mesmo as altas do dólar frente ao real está sendo suficiente para sustentar as indicações no porto.

Confira como ficaram as cotações nessa terça-feira:

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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