Milho segue se desvalorizando na Bolsa de Chicago nesta 6ª após anuncio de tarifas ao México

Publicado em 31/05/2019 12:38 e atualizado em 31/05/2019 16:58
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Os preços internacionais do milho futuro seguem apresentando quedas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo dessa sexta-feira (31). As principais cotações registravam desvalorização entre 4,50 e 5,75 pontos por volta das 12h08 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,30, o setembro/19 valia US$ 4,39 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,47.

Segundo análise da Farm Futures, os preços do milho caíram nesta manhã, com os antigos e os novos gráficos de safras ameaçando a reversão de baixa depois de fracassar uma tentativa de recuperação de quinta-feira.

Enquanto agricultores e comerciantes tentam descobrir quantos acres não serão plantados com milho este ano, o mercado também está recebendo uma pequena novidade sobre a demanda.

De acordo com informações da Agência Reuters, os futuros de milho dos Estados Unidos caíram na sexta-feira após o presidente Donald Trump afirmar que imporá tarifas sobre todos os produtos importados do México, mas o grão ainda deve aumentar semanalmente mais de 6%, devido a grandes atrasos no plantio nos EUA.

“O presidente Donald Trump, que luta para conter uma onda de imigrantes ilegais na fronteira sul, prometeu na quinta-feira impor uma tarifa sobre todos os produtos provenientes do México a partir de 5%, podendo ainda aumentar as taxas. O México é um grande comprador de milho dos EUA, aumentando os temores de que o grão possa ser pego nas tarifas”, aponta Colin Packham da Reuters Sydney.

B3

A mesma tendência foi percebida na bolsa brasileira nesta sexta-feira, com as principais cotações registrando quedas entre 0,39% e 0,92% por volta das 12h23 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à R$ 38,15, o setembro/19 valia R$ 38,89 e o novembro/19 era negociado por R$ 39,80.

Para a Agrifatto Consultoria, na B3, os contratos mais curtos têm movimentação técnica e passam por ajustes negativos nesta manhã. O avanço da colheita no Brasil pode limitar valorizações mais fortes nas próximas semanas, por outro lado, novas notícias sobre a safra dos EUA continuarão no radar como fator de pressão positiva.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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