Cotações do milho seguem mistas na Bolsa de Chicago

Publicado em 11/07/2019 11:59 e atualizado em 11/07/2019 17:12
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Os preços internacionais do milho futuro seguem operando em campo misto nesta quinta-feira (11). As principias cotações registravam movimentações entre 1,50 negativo e 1 positivo por volta das 11h47 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,35, o setembro/19 valia US$ 4,33 e o dezembro/19 valia US$ 4,37.

Segundo análise de Tony Dreibus da Succesfful Farming, os grãos estão ligeiramente menores no comércio na espera do Relatório Mundial de Oferta Agrícola e Estimativas de Demanda (WASDE).

A expectativa é de que os estoques de milho no final da campanha de 2019-2020, que começa em 1º de setembro, estejam em 1,692 bilhão de bushels (50,76 milhões de toneladas), ante 1,675 bilhão (50,25 milhões de toneladas) no mês anterior, disse o pesquisador Allendale.

Ao mesmo tempo o clima americano também é tema importante. “As temperaturas em partes do Centro-Oeste estão registrando altas de calor. Em partes de Nebraska, campos e cidades são inundados depois que muita chuva caiu nos últimos dias, empurrando rios e afluentes sobre suas margens”, aponta Dreibus.

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Já a bolsa brasileira acumula pequenas quedas em suas cotações do milho, registrando baixas entre 1,36% e 0,02% por volta das 11h37 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à R$ 36,93, o setembro/19 valia R$ 37,12 e o novembro/19 era negociado por US$ 39,10.

A Agrifatto Consultoria aponta que players do mercado seguem atentos para o relatório de oferta e demanda que será liberado hoje pelo USDA. O mercado estima uma área plantada de 343,18 milhões, sob uma produtividade de 10,35 toneladas/ha, números inferiores ao último relatório divulgado pelo órgão americano.

Enquanto isso, o mercado no Mato Grosso, maior produtor do cereal, se mantém calmo, sem grandes movimentos desde que as cotações recuaram na CBOT. No estado, cerca de 77% da safrinha de milho 2019 já foi comercializada, retirando pressão da ponta vendedora.

De acordo com o relatório da CONAB divulgado nesta quinta-feira, a produção total do cereal nesta temporada deve atingir 98,5 milhões de toneladas, alta de 1,5% ante o relatório anterior. A produtividade também deverá crescer, para 5,709 Kg/ha, avanço de 2% ante o previsto no último relatório.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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