Milho: Colheita americana segue atrasada e cotações sobem em Chicago

A terça-feira (22) começa com valorização para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 2,75 e 4,00 pontos por volta das 08h57 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,91 com valorização de 4 pontos, o março/20 valia US$ 4,03 com alta de 3,50 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 4,09 com ganho de 3 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 4,15 com elevação de 2,75 pontos.
Segundo informações da Successful Farming, os grãos e a soja voltaram a ser mais altos nas negociações da noite para o dia, em meio a condições climáticas adversas e otimismo em relação a um acordo comercial com a China.
“O tempo chuvoso em algumas partes das planícies do norte é provável esta noite, que pode virar neve da noite para o dia. Isso atrasaria ainda mais a colheita, que já está bem atrás do ritmo normal”, aponta o analista Tony Dreibus.
De acordo com o último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado no final da tarde de segunda-feira, apenas 30% da safra de milho dos EUA estava colhida até domingo, atrás da média anterior de cinco anos de 47%. Em Dakota do Norte, apenas 4% da colheita foi colhida em comparação com a média de 24%, e em Dakota do Sul 9% foram coletados versus a média de 29%.
“Um tempo mais úmido atrasará ainda mais a colheita e reduzirá o tamanho da colheita”, destaca Dreibus.
Ainda segundo o USDA, são 56% das lavouras de milho em boas ou excelentes condições, contra 55% da semana anterior e 54% da expectativa do mercado. Há 30% dos campos em condições regulares e 14% em situação ruim ou muito ruim.
Relembre como fechou o mercado na última segunda-feira:
>> Milho se desvaloriza em Chicago com demanda fraca e espera por dados de colheita do USDA
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