Expectativa de chuva e neve impulsiona cotações do milho em Chicago nesta quarta-feira

A quarta-feira (30) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro valorizados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 1,75 e 4,50 pontos.
O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,90 com valorização de 4,50 pontos, o março/20 valeu US$ 3,99 com alta de 3,4 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 4,05 com elevação de 2,50 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 4,10 com ganho de 1,75 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,04% para dezembro/19, de 0,76% para o março/20, de 0,75% para o maio/20 e de 0,49% para o julho/20.
Segundo informações da Agência Reuters, o futuro do milho nos Estados Unidos subiu nesta quarta-feira devido à incerteza quanto ao clima desfavorável que ameaça o tamanho e a qualidade das colheitas atrasadas no outono.
“Os comerciantes estavam observando as previsões, já que neve e chuva são esperadas em partes do cinturão do milho, seguidas por temperaturas frias. O clima poderia atrasar ainda mais as colheitas de outono, depois que chuvas e inundações históricas pararam as plantações na primavera”, aponta Tom Polansek da Reuters Chicago.
Justamente essa qualidade das colheitas e das lavouras é o que será o diferencial para o mercado daqui para frente. “O milho aumentará ou diminuirá com base na extensão dos danos causados pelo clima nesta estação incomum de crescimento, porque a demanda permanece lenta”, disse Bryce Knorr, analista sênior de grãos da Farm Futures.
Mercado Interno
No mercado físico brasileiro, a quarta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram registradas valorizações apenas no Oeste da Bahia (1,45% e preço de R$ 35,00), Jataí/GO e Rio Verde/GO (1,47% e preço de R$ 34,50).
Já as desvalorizações foram percebidas nas praças de Ubiratã/PR e Londrina/PR (1,52% e preço de R$ 32,50), Assis/SP (2,70% e preço de R$ 36,00), Dourados/MS (2,86% e preço de R$ 34,00), São Gabriel do Oeste/MS (2,94% e preço de R$ 33,00) e Campinas/SP (4,35% e preço de R$ 43,34).
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os preços no mercado físico têm perdido força nos últimos dias. “Além do dólar mais fraco reduzindo o apetite externo, o plantio avançou, mesmo que lentamente em boa parte das regiões”.
A análise da XP Investimentos também vai nesta linha, apontando que a pressão baixista sobre os preços persiste, embora com menos força.
“As recentes quedas do dólar, de R$ 4,20 para níveis próximos de R$ 4,00, somadas a pouca força de Chicago são os pontos chaves do aperto. O fato, inclusive, causou perda do suporte nos preços de porto brasileiros, diminuindo espaço dos vendedores para barganha no mercado local”.
Confira como ficaram as cotações nesta quarta-feira:
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