Milho: B3 permanece em baixa nesta 4ªfeira acompanhando dólar e CBOT

Os preços futuros do milho seguem recuando nesta quarta-feira (20) na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 2,29% e 3,58% por volta das 11h42 (horário de Brasília).
O vencimento março/21 era cotado à R$ 86,95 com baixa de 2,29%, o maio/21 valia R$ 83,11 com perda de 2,74%, o julho/21 era negociado por R$ 75,49 com desvalorização de 3,58% e o setembro/21 tinha valor de R$ 74,00 com queda de 2,64%.
De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, apoiado no dólar e com os vendedores se distanciando dos negócios, o preço do milho em São Paulo voltou a experimentar alta no mercado físico, buscando desta vez os R$ 85,50/sc, rompendo assim o recorde histórico para o cereal.
As flutuações cambiais também estavam negativas nesta quarta-feira com o dólar caindo 1,17% ante ao real e sendo cotado à R$ 5,29 por volta das 11h39 (horário de Brasília).
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro também mantiveram suas trajetórias negativas nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações recuando entre 6,25 e 7,50 pontos por volta das 11h38 (horário de Brasília).
O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,19 com perda de 6,25 pontos, o maio/21 valia US$ 5,21 com queda de 6,75 pontos, o julho/21 era negociado por US$ 5,17 com desvalorização de 7,50 pontos e o setembro/21 tinha valor de US$ 4,70 com baixa de 7,00 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, apesar dos apelos dos produtores ucranianos de ração e carne para restringir as exportações de milho para desacelerar o aumento dos preços globais do milho, a Ucrânia provavelmente não irá proibir a exportação de milho nos próximos dias. No entanto, o sentimento não conseguiu evitar que os futuros do milho caíssem esta manhã, depois que o governo norte-americano aprovou três isenções de mistura de biocombustíveis na noite passada.
“Em um golpe final e esmagador para o país, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do presidente Trump concedeu três isenções de mistura de biocombustíveis isentando três refinadores de cumprir os regulamentos de mistura de biocombustíveis de 2018 e 2019 descritos pelo Renewable Fuel Standard (RFS)”, comenta a analista Jacqueline Holland.
O presidente da National Corn Growers Association (NCGA), John Linder, resumiu o sentimento em uma declaração da NCGA dizendo: “Não deveria ser uma surpresa para aqueles que têm prestado atenção nos últimos quatro anos que este EPA prejudicaria os produtores de milho e o mercado de etanol em seu caminho para fora da porta”.
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