Preço do milho sobe na B3 nesta 5ªfeira em meio a atraso na colheita

Publicado em 11/02/2021 16:54 e atualizado em 12/02/2021 09:26 743 exibições
Chicago se recuperou após grandes quedas

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A quinta-feira (11) chega ao fim com muita volatilidade para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Brasília/DF e Amambaí/MS (1,39% e preço de R$ 73,00), Rondonópolis/MT e Alto Graças/MT (1,43% e preço de R$ 71,00), Itiquira/MT (1,45% e preço de R$ 70,00), Primavera do Leste/MT (1,47% e preço de R$ 69,00).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Rio do Sul/SC (1,25% e preço de R$ 79,00), Palma Sola/SC (1,30% e preço de R$ 76,00), Pato Branco/PR (1,30% e preço de R$ 73,70), Jataí/GO e Rio Verde/GO (1,33% e preço de R$ 74,00), Marechal Cândido Rondon/PR, Cascavel/PR, Londrina/PR e Ubiratã/PR (1,37% e preço de R$ 72,00) e Eldorado/MS (1,43% e preço de R$ 69,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de fevereiro e, pela primeira vez, trouxe dados de acompanhamento junto à produtores para a segunda safra de milho, deixando de lado apenas o modelo de projeções estatísticas utilizados até então.

Com isso, a área plantada nesta safrinha é estimada em 14.356,7 mil hectares, um acréscimo de 4,4% em relação ao ano passado. Já para a produção, o aumento esperado é de 6,7% para um total de 80.076,6 mil toneladas.

No total da safra 2020/21, a Conab espera produção de 105,4 milhões de toneladas, um aumento de 3,1% em relação ao esperado em janeiro e 2,9% maior do que a safra 2019/20.

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Bolsas se recuperaram nesta quinta-feira

B3

Os preços futuros do milho tiveram uma quinta-feira em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações entre 0,37% negativo e 1,82% positivo ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 86,56 com valorização de 1,82%, o maio/21 valeu R$ 84,56 com ganho de 0,97%, o julho/21 foi negociado por R$ 78,11 com perda de 0,37% e o setembro/21 teve valor de R$ 75,70 com alta de 0,93%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro seguiu a linha de recuperação apresentado na Bolsa de Chicago enquanto a colheita da safra de verão segue atrasada.

“Teremos chuvas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e mais uns dias de parada de colheita e sem oferte. O mercado é comprador, mas não tem muita oferta de milho ainda porque a entrada da safra está lenta”, pontua Brandalizze.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) ganhou força ao longo do dia e subiu para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,75 e 7,00 pontos ao final da quinta-feira.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,41 com elevação de 6,50 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,39 com valorização de 7,00 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,27 com ganho de 7,00 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,74 com alta de 3,75 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,31% para o março/21, de 1,32% para o maio/21, de 1,35% para o julho/21 e de 0,64% para o setembro/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho da Bolsa de Valores de Chicago subiram na quinta-feira, com os usuários finais entrando em ação para comprar o mercado um dia após os preços terem registrado quedas acentuadas.

“Em intervalos difíceis, os usuários finais realmente precisam do suprimento. Eles estão administrando negócios reais que usam milho, farelo de soja e feijão todos os dias e não podem ficar sem”, disse Don Roose, presidente da US Commodities em West Des Moines, Iowa.

No mais recente reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas semanais de exportação de milho totalizaram 1,461 milhão de toneladas, em linha com as expectativas do mercado. 

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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