Milho da B3 começa a 4ªfeira com novos recuos

A quarta-feira (05) começa com os preços futuros do milho novamente recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,16% e 0,54% por volta das 09h14 (horário de Brasília).
O vencimento maio/21 era cotado à R$ 102,31 com perda de 0,33%, o julho/21 valia R$ 104,13 com desvalorização de 0,54%, o setembro/21 era negociado por R$ 102,80 com baixa de 0,20% e o novembro/21 tinha valor de R$ 103,72 com queda de 0,16%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 segue na calmaria porque os grandes compradores estão retraídos neste momento esperando novas definições sobre o rumo da safrinha.
“O mercado perdeu o folego e não consegue avançar mais do que esses 103 ou 105 reais porque os compradores dizem que não vão pagar R$ 110,00 e pronto acabou. Com isso temos poucos negócios. Poucos vendedores de milho e poucos compradores. Mas o mercado segue firme”, diz.
Mercado Externo
Já os preços internacionais do milho futuro iniciaram a quarta-feira estendendo os ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 3,50 e 6,75 pontos por volta das 08h59 (horário de Brasília).
O vencimento maio/21 era cotado à US$ 7,49 com elevação de 5,00 pontos, o julho/21 valia US$ 7,01 com alta de 3,50 pontos, o setembro/21 era negociado por US$ 6,16 com ganho de 5,75 pontos e o dezembro/21 tinha valor de US$ 5,87 com valorização de 6,75 pontos.
Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros de grãos continuaram marchando em alta em meio a preocupações com o clima seco no Brasil e em partes dos Estados Unidos
“Apenas as partes do sul da safrinha de milho do Brasil verão chuvas leves nas próximas duas semanas. Metade da safra sofre perdas contínuas”, disse o Commodity Weather Group em um relatório.
A AgResource disse em nota aos clientes que este ano pode marcar a safrinha mais seca em décadas, e que as previsões para a produção de milho no país sul-americano estavam muito altas.
Já a consultoria StoneX disse que agora espera que a produção da safrinha seja cerca de 5 milhões de toneladas menor do que o inicialmente esperado devido ao contínuo clima seco.
Enquanto isso, nas planícies do norte dos Estados Unidos, pouca ou nenhuma chuva caiu nas últimas duas semanas, ameaçando o milho, a soja e o trigo de primavera que são plantados na região.
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