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Milho cai na B3 nesta 5ªfeira em meio à desconfianças sobre a safrinha

Publicado em 02/06/2021 16:42 1030 exibições
Chicago também recuou com bom avanço do plantio

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A quarta-feira (02) chega ao final com os preços do milho oscilando positiva e negativamente no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Cascavel/PR, Palma Sola/SC, São Gabriel do Oeste/MS e Amambaí/MS.

Já as valorizações apareceram nas praças de Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Oeste da Bahia e Luís Eduardo Magalhães/BA.

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira

De acordo com a Agrifatto Consultoria, “diante da necessidade dos compradores, os negócios da saca do cereal retomam o nível R$100,00/sc de acordo com indicador de Campinas/SP”.

Enquanto isso em Goiás, a saca do cereal encerrou a sexta-feira (28) valendo, em média, R$ 83,40 com queda de R$ 3,32 com relação à semana anterior. Na região de Rio Verde, por exemplo, houve redução semanal de R$ 9,00 fechando a semana em R$ 76,00.

“As quedas no mercado futuro internacional no início da semana repercutiram nos preços do milho em Goiás, com registros de quedas nos preços médios do estado”, explica o Ifag.

Leia Mais:

+ Ifag estima queda na produtividade do milho e aponta recuo no preço seguindo mercado internacional

Já no Mato Grosso do Sul, o preço da saca do milho se desvalorizou 3,60% entre 24 e 31de maio de 2021, encerrando o período negociado a R$ 85,44. “Os preços no mercado sul-mato-grossense foram pressionados pela queda na taxa de câmbio e pelas incertezas que pairam sobre o resultado da safra a partir das revisões nas condições das lavouras”, aponta a Famasul.

+ Cresce para 23% as lavouras de milho avaliadas como ruins no MS, diz Famasul

B3

Os preços futuros do milho recuaram na Bolsa Brasileira (B3) nesta quarta-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 1,43% e 1,64% ao final do dia.

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O vencimento julho/21 foi cotado à R$ 95,70 com desvalorização de 1,64%, o setembro/21 valeu R$ 97,60 com baixa de 1,50%, o novembro/21 foi negociado por R$ 98,48 com queda de 1,57% e o janeiro/22 teve valor de R$ 100,00 com perda de 1,43%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro na B3 está liquidando porque as colheitas estão aparecendo, mas em situação complicada. “Por isso é uma incógnita a safra. Muitas estimativas surgem mostrando safras muito baixas, mas as primeiras colheitas do Mato Grosso estão surpreendendo os próprios produtores”.

Brandalizze destaca que o mercado financeiro, que é muito forte na B3, começa a desconfiar com previsões de produção muito baixa e primeiros rendimentos positivos. “Até aparecer as lavouras com perdas muito grandes o mercado segue na dúvida e ainda é um mercado de acomodação”, diz.

+ O que esperar da safrinha de milho? Atrasos e clima prejudicaram a produção

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também operou em queda para os preços internacionais do milho futuro nesta quarta-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 4,00 e 13,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à US$ 6,75 com desvalorização de 13,75 pontos, o setembro/21 valeu US$ 5,93 com baixa de 8,75 pontos, o dezembro/21 foi negociado por US$ 5,72 com queda de 4,25 pontos e o março/22 teve valor de US$ 5,79 com perda de 4,00 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,89% para o julho/21, de 1,50% para o setembro/21, de 0,87% para o dezembro/21 e de 0,69% para o março/22. 

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os mercados estão enfraquecendo com a melhora do clima da safra dos Estados Unidos.

“A chuva entrou em algumas das previsões. Além disso, o relatório de progresso da safra foi pessimista. Então, quando você joga aquele bom tempo em cima de uma avaliação de 95% do milho plantado, os preços vão cair. Os futuros do milho em julho estão quebrando com mais força do que nos outros meses. Portanto, também parece desacelerar a demanda por milho - não drástica, apenas desacelerando”, diz PJ Quaid, corretor independente.

Por outro lado, Bob Linneman, Kluis Advisors, diz que os investidores também estão de olho nos fortes dados do progresso da safra e avaliando os danos causados ​​pela geada no último fim de semana.   

“O relatório de progresso da safra do USDA mostrou que 76% da safra de milho dos EUA foi classificada em condições boas a excelentes. As avaliações do milho quase sempre começam altas e, em seguida, caem no final da temporada de cultivo. Neste momento, a previsão para condições de seca e algum calor em pouco mais de 50% do Cinturão do Milho pode começar a afetar as condições da safra de milho do USDA a partir da próxima semana”, aponta.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • WELLISTON FRANK TEIXEIRA DOUTOR CAMARGO - PR

    A produtividade das lavouras de milho safrinha, mesmo com a chuva da última semana, já foi afetada de maneira permanente..., diante da seca do mês de abril, as perdas ultrapassarão 40% em relação do ano passado. Em muitas áreas as plantas não cresceram, entraram em fase de polinização com menos de 60 cm de altura e espigas murchas e pequenas. Fazia mais de 10 anos que não havia uma quebra de produção nessa proporção.

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