Milho: B3 fecha 4ª feira praticamente inalterada e com vendas limitadas

Publicado em 25/08/2021 16:39 e atualizado em 26/08/2021 09:19 622 exibições
Chicago acumula 2º dia de altas após números do USDA

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A quarta-feira (25) chega ao final com os preços futuros do milho muito próximos da estabilidade e flutuando em campo misto na Bolsa Brasileira (B3).

O vencimento setembro/21 foi cotado à R$ 95,42 com alta de 0,14%, o novembro/21 valeu R$ 96,29 com perda de 0,18%, o janeiro/22 foi negociado por R$ 98,00 com ganho de 0,04% e o março/22 teve valor de R$ 97,85 com elevação de 0,14%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 registra leves altas porque estamos indo para a reta final da colheita e o produtor tem limitado as vendas.

“Estamos em uma semana que ainda existem vendas, mas o mercado está seguindo a lógica de Chicago e olhando para o final da colheita”, diz Brandalizze.

O analista de inteligência de mercado da StoneX, João Lopes, acredita que os preços do milho vão seguir em patamares altos no Brasil, pelo menos, até o final do ano, refletindo as grandes perdas de produção da safrinha.

A consultoria esperava inicialmente uma produção de 82 milhões de toneladas nesta segunda safra brasileira, mas já reduziu este patamar para 59,6 milhões devido às dificuldades climáticas enfrentadas pelas lavouras.

Por outro lado, os preços do milho no mercado físico registraram perdas nesta quarta-feira. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas não encontrou valorizações em nenhuma das praças, mas verificou desvalorizações em Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Dourados/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Amambai/MS, Cândido Mota/SP e Itapetininga/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “a colheita do milho segunda safra avança no Brasil e já supera 75% de toda a área plantada no país. A oferta e a demanda pelo grão equilibradas deixam os agentes mais confortáveis e mais comedidos nas negociações levando a saca em Campinas/SP para o patamar de R$ 98,00”.

O reporte diário da Radar Investimentos acrescenta que “os negócios no físico estão relativamente calmos com o comprador mais contido”.

Em Goiás, por exemplo, a saca do cereal recuou R$ 1,19 na última semana e obteve preço médio de R$ 84,73, conforme aponta o Ifag. Já no Mato Grosso do Sul, o recuou semanal foi de 1,36% com a saca cotada à R$ 90,75, diz a Famasul

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro ganharam força ao longo do pregão de quarta-feira e terminaram o dia subindo na Bolsa de Chicago (CBOT).

O vencimento setembro/21 foi cotado à US$ 5,51 com valorização de 6,75 pontos, o dezembro/21 valeu US$ 5,51 com ganho de 6,50 pontos, o março/22 foi negociado por US$ 5,58 com alta de 6,50 pontos e o maio/22 teve valor de US$ 5,63 com elevação de 6,25 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira (24), de 1,29% para o setembro/21, de 1,10% para o dezembro/21, de 1,09% para o março/22 e de 1,44% para o maio/22.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho de Chicago subiram na quarta-feira pelo segundo dia consecutivo depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) diminuiu as avaliações da safra na tarde de segunda-feira, embora chuvas benéficas em partes do meio-oeste dos EUA tenham limitado os ganhos.

A publicação destaca que, o volume de comércio foi baixo, já que a falta de avisos diários de exportação ou a dramática atividade climática não inspirou os mercados de grãos, de acordo com Joe Davis, diretor de vendas de commodities da Futures International. “Não há ímpeto real para nos fazer avançar mais. Acho que estamos em um mercado limitado”, diz.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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