Milho: B3 tem pequenas altas com correções atreladas ao dólar

Publicado em 19/10/2021 16:37 368 exibições
Chicago cai pouco aguardando novos dados

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A terça-feira (19) chega ao final com os preços futuros do milho registrando recuos mínimos na Bolsa Brasileira (B3). 

O vencimento novembro/21 foi cotado à R$ 89,27 com baixa de 0,26%, o janeiro/22 valeu R$ 89,00 com perda de 0,56%, o março/22 foi negociado por R$ 89,50 com desvalorização de 0,63% e o maio/22 teve valor de R$ 87,00 com queda de 0,57%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 ficou muito perto da estabilidade com variações pequenas. Na maior parte do dia, as correções foram levemente positivas, basicamente, atreladas ao dólar.

“Não estão tendo novos negócios de importação, então o mercado faz essa leve correção em uma semana que ainda tem um mercado comprador, com alguns compradores ainda querendo um pouco de milho”, diz Brandalizze. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também se modificaram pouco neste segundo dia da semana. As únicas desvalorizações encontradas pelo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas foram em São Gabriel do Oeste/MS e Cândido Mota/SP. Jás as valorizações apareceram em Brasília/DF e Amambaí/MS.

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “a semana iniciou com lentidão no mercado do milho, com o baixo interesse das duas pontas acomodando os preços do cereal nos R$90,00 a saca em Campinas/SP”.

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que, após reajuste da produção de milho na safra 20/21 do Mato Grosso, que cresceu 1,73% ante ao estimado em julho e foi para 32,56 milhões de toneladas, as projeções de demanda também seguem firmes e foram revisadas para cima.

O consumo mato-grossense ficou estimado em 11,59 milhões de toneladas, aumento de 4,67% ante o relatório anterior. “As projeções de moagem seguem firmes por partes das indústrias de biocombustíveis, além disso, a ampliação da capacidade produtiva de uma das usinas impulsionou ainda mais a perspectiva de consumo do setor”, explica a publicação.

>> Imea eleva indicações de oferta e demanda para o milho do MT nas safras 20/21 e 21/22

Enquanto isso, no Paraná, a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio e das principais safras do estado. 

O relatório semanal apontou que os trabalhos de plantio da primeira safra de milho 2021/22 avançaram para 88% até esta segunda-feira (18), com 88% das lavouras já entrando em descanso vegetativo e os 12% restantes ainda em germinação.

>> Plantio do milho vai para 88% no Paraná e é encerrado em diversas regiões, diz Deral

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) perdeu força ao longo do dia e encerrou a terça-feira com os preços internacionais do milho futuro recuando.

O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,30 com desvalorização de 2,50 pontos, o março/22 valeu US$ 5,39 com perda de 1,50 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,43 com queda de 1,00 ponto e o julho/22 teve valor de US$ 5,43 com baixa de 0,75 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (18), de 0,38% para o dezembro/21, de 0,19% para o março/22, de 0,18% para o maio/22 e de 0,18% para o julho/22.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, o mercado internacional foi pouco movimentado nesta terça-feira, mas os traders terão dados mais sólidos para considerar no final desta semana, incluindo atualizações na produção de etanol (quarta-feira) e vendas de exportação (quinta-feira).

Para Al Kluis, da Kluis Advisors, com a colheita do milho norte-americano passando da metade, o mercado deve entrar agora em um momento de oscilação de preços, com gráficos em formato de W. “Meus gráficos mostram o início de uma série de W's. É quando os preços sobem por três a cinco dias de negociação e, em seguida, caem por três a cinco dias”, diz.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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