Milho: 4ªfeira é positiva na B3 com boas perspectivas de preços para safrinha

Publicado em 27/10/2021 16:46 880 exibições
EUA tem 2ª maior produção de etanol da história e milho salta 2,5% em Chicago

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A quarta-feira (27) chega ao final com os preços futuros do milho ganhando força ao longo do dia, revertendo as movimentações negativas e finalizando o pregão da Bolsa Brasileira (B3) com leves ganhos.

 O vencimento novembro/21 foi cotado à R$ 87,79 com elevação de 0,32%, o janeiro/22 valeu R$ 87,66 com alta de 0,69%, o março/22 foi negociado por R$ 87,78 com ganho de 0,49% e o maio/22 teve valor de R$ 85,15 com valorização de 0,95%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho sobe com perspectivas de que o brasil reassuma o posto de segundo maior exportador mundial de milho em 2022 e diante de bons indicativos de preços para os meses futuros.

“Nas próximas semanas vão começar a aparecer oportunidades para fechamento futuro de milho para safrinha e o produtor precisa começar a aproveitar as oportunidades. Vão ter chances perto de R$ 80,00 para agosto de 2022 e essas são posições boas”, pontua o analista.

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho seguiram recuando nesta quarta-feira. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorizações apenas no Porto de Santos/SP. Já as desvalorizações foram vistas em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Casto/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Brasília/DF, Dourados/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Itapetininga/SP e Campinas/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado físico do milho no Brasil Central segue em queda desde o início desta semana. O alívio em relação ao plantio somado às chuvas, o avanço da colheita dos EUA acima da média dos últimos 5 anos e a falta de apetite para as exportações nos meses seguintes são os fundamentos para este movimento”.

A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta ainda que, “a ausência da demanda volta a orientar o mercado físico do cereal levando os preços a cederem no interior, mas em Campinas/SP a saca se sustenta nos R$ 89,00/sc”.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) ganhou força ao longo desta quarta-feira e, após abrir o dia em queda, acumularam movimentações positivas para os preços internacionais do milho futuro.

O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,57 com valorização de 13,75 pontos, o março/22 valeu US$ 5,66 com elevação de 13,75 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,69 com alta de 13,50 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,69 com ganho de 12,50 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira (27), de 2,58% para o dezembro/21, de 2,54% para o março/22, de 2,34% para o maio/22 e de 2,15% para o julho/22.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos subiram na quarta-feira, atingindo seu nível mais alto em mais de dois meses, apoiados por sinais de produção robusta de etanol que impulsionou a demanda pelo grão.

A publicação destaca também que essa força do milho se espalhou para os mercados de soja e trigo.

“Você tinha números enormes de etanol. As margens de lucro são boas fora do gráfico agora. Sempre que as margens são boas, tudo é bom”, disse Jim Gerlach, presidente da corretora A/C Trading.

De acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA, a produção semanal de etanol no país subiu para 1,106 milhão de barris por dia. O total semanal foi o segundo maior da história, perdendo apenas para o total de dezembro de 2017 de 1,108 milhão de barris por dia.
Já os estoques de etanol caíram para 19,925 milhões de barris, apesar do aumento da produção, disse a EIA.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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