Déficit hídrico se agrava na Argentina, impede avanço do plantio e intensifica dificuldades do milho, aponta Ministério

Publicado em 13/01/2022 15:15 e atualizado em 13/01/2022 16:02 330 exibições

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O Ministério de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina divulgou seu informe semanal de estimativas agrícolas atualizando seus dados para a safra de milho 2021/22. Segundo a publicação, os trabalhos de plantio da nova safra seguem avançando pelo país e atingiram os 85% do total.

Este índice avança apenas 1 ponto percentual com relação à semana anterior e fica 7 pontos à trás do que era registrado neste período para a safra anterior 2020/21.

As regiões que já encerraram seus trabalhos são Bahía Blanca, Bolívar, Bragado, General Madariaga, Junín, La Planta, Lincoln, Pehuajó, Pergamino, Pigué, Salliqueló, Tandil, Tres Arroyos, 25 de Mayo, Rio Cuarto, Cañada de Gómez, Casilda, Venado Tuerto, Corrientes e San Luis.

Por outro lado, as localidades ainda mais atrasadas na semeadura são Stgo. Estero Quimili (10%), Salta e Chaco Charata (17%) e Avellaneda (19%).

A área total para ser implantada segue projetada em 10,1 milhões de hectares, patamar 4,1% maior do que o registrado na temporada passada 2020/21 que teve 9,7 milhões de hectares e produziu 60,5 milhões de toneladas.

Um elevado déficit hídrico está sendo registrado em toda a província de Buenos Aires devido à ausência de chuvas e às altas temperaturas altas registadas nas últimas duas semanas. “Os perfis estão esgotando suas reservas, manifestando grandes áreas com início de seca”, destaca o Ministério.

mapa de reservas hídricas para o milho na Argentina 11 de janeiro 2022

A publicação também relata que, um panorama semelhante, de altas temperaturas e falta de umidade, é apresentado na província de Córdoba. “O estado é crítico e a situação em geral é regular no início da seca”.

Este mesmo cenário se repete nas províncias de Entre Ríos, La Pampa, NOA, Santa Fé e Santiago del Estero, todas registrando dificuldades no desenvolvimento do milho diante das chuvas abaixo das médias necessárias.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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