Avanço da colheita sem novas ofertas mantém milho sustentado na B3 nesta 5ªfeira

Publicado em 13/01/2022 16:45 332 exibições
Chicago cai 2% com petróleo e expectativa de chuva na América do Sul

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A quinta-feira (13) chega ao fim com os preços futuros do milho operando em campo misto e próximos da estabilidade ao longo de todo o dia na Bolsa Brasileira (B3).

O vencimento janeiro/22 foi cotado à R$ 95,78 com queda de 0,02%, o março/22 valeu R$ 98,20 com alta de 0,05%, o maio/22 foi negociado por R$ 94,05 com elevação de 0,16% e o julho/22 teve valor de R$ 88,85 com perda de 0,73%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 está com pouca movimentação porque não há oferta neste momento e o mercado segue firme variando de R$ 90,00 a R$ 100,00 no mercado brasileiro.

“Têm compradores, mas não tem oferta. A colheita está andando, mas está confirmando quebra grande de safra. Além disso, algumas regiões que deveriam estar plantando a safrinha estão reclamando que ainda estão com pouca umidade no solo para o plantio”, diz Brandalizze.

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho continuou registrando mais altas do que baixas neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, encontrou desvalorizações apenas em Castro/PR. Já as valorizações apareceram em Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Brasília/DF, Eldorado/MS, Oeste da Bahia e Cândido Mota/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com a SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve manter preços em elevação no Brasil em meio ao cenário de oferta apertada e de perdas na safra de verão da Região Sul.

“O cenário para o mercado brasileiro de milho ainda é bastante complicado em relação ao abastecimento durante o primeiro semestre. Com a oferta apertada, as cotações seguem avançando”, diz a agência. 

O consultor de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, destaca ainda que o clima segue como um foco relevante de atenção, com perdas substanciais na safra de verão na Região Sul. “A evolução da colheita de soja no mercado doméstico é outro fator que tende a tornar o mercado ainda mais inflacionado, considerando a evolução dos preços do frete país afora”, afirma.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quinta-feira acumulando novos recuos para os preços internacionais do milho futuro, que foram perdendo força conforme o andar do pregão deste penúltimo dia da semana.

O vencimento março/22 foi cotado à US$ 5,87 com desvalorização de 11,50 pontos, o maio/22 valeu US$ 5,89 com queda de 11,25 pontos, o julho/22 foi negociado por US$ 5,87 com baixa de 10,25 pontos e o setembro/22 teve valor de US$ 5,67 com perda de 3,75 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (12), de 2,00% para o março/22, de 1,83% para o maio/22, de 1,84% para o julho/22 e de 0,70% para o setembro/22.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os contratos futuros de milho dos Estados Unidos caíram nesta quinta-feira com as expectativas de que as chuvas previstas para as áreas de cultivo seco da América do Sul possam limitar as perdas na colheita.

“As previsões meteorológicas mostram que áreas secas da Argentina, um grande exportador de milho e soja, podem receber chuvas significativas a partir do final desta semana”, disseram traders à Reuters.

A publicação destaca que preocupações com as condições quentes e secas na Argentina e no Brasil em dezembro elevaram os futuros do milho para máximas de seis meses. Enquanto um retorno do clima sul-americano adverso é necessário para estabilizar os preços.

“A chegada das chuvas vai estabilizar as lavouras por enquanto”, disse Rich Feltes, chefe de insights de mercado da corretora RJ O'Brien.

Vlamir Brandalizze ainda acrescenta que os preços do petróleo em queda também pressionam o milho, mas ainda acredita em tendência positiva para o cereal norte-americano. “Os fundamentos ainda são de milho entre US$ 6,00 e US$ 6,20 por bushels. Isso porque as perdas da safra do Brasil vão impactar na oferta de volumes no primeiro semestre e o Brasil vai ter que importar milho”, pontua.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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