Milho segue em alta nesta 2ªfeira com B3 acima dos R$ 100,00
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Os preços futuros do milho permanecem operando levemente mais altos na Bolsa Brasileira (B3) ao longo desta segunda-feira (24). As principais cotações operavam na faixa entre R$ 90,00 e R$ 100,00 por volta das 11h50 (horário de Brasília).
O vencimento março/22 era cotado à R$ 100,51 com elevação de 0,74%, o maio/22 valia R$ 98,40 com valorização de 1,04%, o julho/22 era negociado por R$ 91,30 com ganho de 0,83% e o setembro/22 tinha valor de R$ 90,40 com ganho de 0,69%.
A AgRural apontou que o plantio da segunda safra de milho 2022 já avançou para 5% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, puxado pelo Mato Grosso. Já no Paraná, o ritmo das plantadeiras tem sido limitado pela falta de umidade no oeste e sudoeste.
A colheita do milho verão, por sua vez, segue concentrada nos três estados do Sul, onde os relatos de produtividade continuam comprovando a quebra por estiagem. Até quinta-feira (20), 11% da área do Centro-Sul do país estava colhida, ante 8% um ano atrás, de acordo com levantamento da consultoria.
Mercado Externo
Já na Bolsa de Chicago (CBOT) os preços internacionais do milho futuro seguem contabilizando movimentações negativas neste primeiro dia da semana, com as principais cotações flutuando acima dos US$ 6,00 o bushel por volta das 11h38 (horário de Brasília).
O vencimento março/22 era cotado à US$ 6,11 com queda de 4,75 pontos, o maio/22 valia US$ 6,09 com desvalorização de 5,00 pontos, o julho/22 era negociado por US$ 6,03 com baixa de 5,00 pontos e o setembro/22 tinha valor de US$ 5,73 com perda de 5,00 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, as crescentes tensões russas elevaram o dólar e impediram qualquer movimento ascendente no complexo do milho nesta manhã.
A publicação acrescenta ainda que, a melhora das condições climáticas na América do Sul também afetou os preços do milho. Um relatório sem brilho sobre o gado na semana passada também não acrescentou nenhuma ajuda.
“O relatório Cattle on Feed da última sexta-feira do USDA registrou um novo recorde para o gado em 1º de janeiro nos estoques de ração, mas as colocações e vendas para abate caíram como US $ 6 / bushel de milho, seca persistente e atrasos de processamento induzidos por COVID continuam a prejudicar o gado indústria”, destaca a analista Jacqueline Holland.
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