Milho: B3 fecha a 2ªfeira com março/22 passando dos R$ 100 e acima dos R$ 90,00 até setembro

Publicado em 24/01/2022 16:45 1150 exibições
Chicago ganha força ao longo do dia e também sobe

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A segunda-feira (24) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3), com a primeira cotação ultrapassando os R$ 100,00 e os demais contratos acima dos R$ 90,00.

O vencimento março/22 foi cotado à R$ 100,96 com ganho de 1,16%, o maio/22 valeu R$ 98,96 com valorização de 1,71%, o julho/22 foi negociado por R$ 91,79 com alta de 1,44% e o setembro/22 teve valor de R$ 91,03 com elevação de 1,31%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os preços da B3 ultrapassam os R$ 100,00 e ainda vão subir mais, apoiados na falta de produção da primeira safra no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

“A produção do primeiro semestre vai ser muito pequena frente a demanda. Não temos muita oferta e o milho hoje é muito procurado”, aponta.

Brandalizze ainda aponta que, o comprador de milho no Rio Grande do Sul indica que quer o cereal na faixa de R$ 100,00 no FOB e R$ 10,66 no CIF, mas não consegue ofertas nesses patamares. 

“O vendedor está segurando o pouco que tem e o mercado vai ficar firme porque hoje para importar milho ele chega entre R$ 100,00 e R$ 105,00 nos portos. A B3 pode subir mais um pouquinho, pelo menos, até março”, diz o analista.

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou poucas movimentações ao longo do primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorizações em Cascavel/PR e Dourados/MS e percebeu desvalorização apenas em Ponta Grossa/PR.

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que os preços do milho continuam em alta no mercado físico nacional, mesmo com o início da colheita da primeira safra no Sul. 

Segundo colaboradores do Cepea, as consecutivas valorizações têm preocupado compradores, que reportam dificuldades para recompor estoques. “No estado de São Paulo, especificamente, mesmo com o aumento da oferta do Centro-Oeste, demandantes têm preferido comprar o cereal paulista, que estava nos armazéns desde a colheita da segunda safra. Porém, menores volumes – a preços mais altos – têm sido adquiridos, mas com entrega rápida”. 

Entre 14 e 21 de janeiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), subiu 1,6%, fechando a R$ 98,33/saca de 60 kg na sexta-feira, 21, acumulando 15 dias consecutivos de alta e voltando aos patamares de agosto de 2021. 

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) começou a segunda-feira recuando para os preços internacionais do milho futuro e foi ganhando força ao longo do pregão até encerrar suas atividades contabilizando flutuações positivas.

O vencimento março/22 foi cotado à US$ 6,21 com valorização de 4,75% pontos, o maio/22 valeu US$ 6,17 com alta de 3,50% pontos, o julho/22 foi negociado por US$ 6,10 com elevação de 2,25% pontos e o setembro/22 teve valor de US$ 5,80 com ganho de 1,75% pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (21), de 0,81% para o março/22, de 0,49% para o maio/22, de 0,33% para o julho/22 e de 0,35% para o setembro/22.

Segundo informações da Agência Reuters, os mercados de milho e trigo avançaram nesta segunda-feira em meio a temores de que a Rússia possa invadir a Ucrânia e interromper os embarques de grãos da região.

Analistas ouvidos pela Reuters Chicago apontaram que uma interrupção no fluxo de grãos da região do Mar Negro pode aumentar a inflação de alimentos e retardar os embarques para lugares como o Oriente Médio.

“Os traders estão adicionando algum prêmio de risco com o aumento da ameaça de conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse a corretora CHS Hedging.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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