Volta das chuvas permite avanço no plantio do milho na Argentina e recuperação de algumas lavouras

Publicado em 27/01/2022 13:59 e atualizado em 27/01/2022 16:19 89 exibições

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O Ministério de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina divulgou seu informe semanal de estimativas agrícolas atualizando seus dados para a safra de milho 2021/22. Segundo a publicação, os trabalhos de plantio da nova safra seguem avançando pelo país e atingiram os 94% do total.

Este índice avança 7 pontos percentuais com relação à semana anterior e fica 4 pontos à trás do que era registrado neste período para a safra anterior 2020/21.

As regiões que já encerraram seus trabalhos são Bahía Blanca, Bolívar, Bragado, General Madariaga, Junín, La Planta, Lincoln, Pehuajó, Pergamino, Pigué, Salliqueló, Tandil, Tres Arroyos, 25 de Mayo, Laboulaye, Marcos Juárez, Rio Cuarto, Villa Maria, Paraná, Rosario del Tala, General Pico, Santa Rosa, Cañada de Gómez, Casilda, Venado Tuerto, Corrientes, Misiones e San Luis.

Por outro lado, as localidades ainda mais atrasadas na semeadura são Chaco Charata (30%), Salta (37%), Chaco Pcia. R. S. Peña (33%), Formosa (55%), Avellaneda (46%).

A área total para ser implantada segue projetada em 10,1 milhões de hectares, patamar 4,1% maior do que o registrado na temporada passada 2020/21 que teve 9,7 milhões de hectares e produziu 60,5 milhões de toneladas.

Na província de Buenos Aires houve chuvas muito desiguais ao longo da última semana. Enquanto o distrito de Patagones registrou precipitações de até 230 mm, outras localidades como Bahía Blanca e Rosales sofrem com a falta de umidade no solo. “Essa situação ocorre no momento crítico de maior demanda hídrica pelo milho, com forte secagem da folhagem”, pontua a publicação.

Na delegação Laboulaye, as chuvas abundantes que caíram em ambos os departamentos certamente reduzirão os danos estimados para o caso do milho de primeira safra. “Teremos que esperar algumas semanas para avaliar o grau de recuperação desses lotes, principalmente aqueles que estão em plena floração. A primeira classe tardia e a segunda classe serão as mais beneficiadas pela melhoria da água, uma vez que ainda não sofreram danos significativos”, explicam os técnicos.

Na delegação de Quimilí, foi possível avançar na semeadura da cultura visto que as chuvas recentes não foram abundantes, ao mesmo tempo em que aliviou as necessidades hídricas das lavouras já plantadas, que vinham sofrendo muito com a seca e as altas temperaturas do nas semanas anteriores.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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