Milho: B3 se sustenta positiva nesta 3ªfeira com retenção de oferta e de olho em Chicago
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A Bolsa Brasileira (B3) segue se sustentando no campo positivo para os preços futuros do milho nesta terça-feira (22). As principais cotações subiam até 0,5% e flutuavam na faixa entre R$ 89,00 e R$ 97,00 por volta das 11h49 (horário de Brasília).
O vencimento março/22 era cotado à R$ 97,43 com alta de 0,30%, o maio/22 valia R$ 95,60 com valorização de 0,56%, o julho/22 era negociado por R$ 90,10 com elevação de 0,52% e o setembro/22 tinha valor de R$ 89,60 com ganho de 0,32%.
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os produtores brasileiros estão estocados e atentos às estratégias de retenção do cereal, uma vez que o fluxo de entrada de capital estrangeiro no Brasil tem sido muito forte desde o início de janeiro e, mesmo com as tensões de Ucrânia x Rússia, o dólar segue em queda nesta terça-feira.
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro também permanecem altistas nesta terça-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações saltavam até 8,75 pontos por volta das 11h35 (horário de Brasília).
O vencimento março/22 era cotado à US$ 6,66 com valorização de 12,50 pontos, o maio/22 valia US$ 6,64 com ganho de 11,75 pontos, o julho/22 era negociado por US$ 6,57 com alta de 10,50 pontos e o setembro/22 tinha valor de US$ 6,16 com elevação de 7,25 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho subiram devido às crescentes tensões geopolíticas na Ucrânia. Os futuros de safras antigas tiveram o aumento de preço mais significativo à medida que as perspectivas de exportação dos Estados Unidos se fortaleceram com possíveis interrupções nos fluxos de grãos no Mar Negro. A Ucrânia é o quarto maior exportador de milho do mundo.
“Investidores especulativos aumentaram o interesse em futuros e opções de milho, adicionando mais pressão de alta nos preços ao complexo de milho. A alta dos preços da energia e os problemas climáticos contínuos na América do Sul também estão influenciando a dinâmica de preços no mercado de milho nesta manhã”, acrescenta a analista Jacqueline Holland.
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