Chuva para safrinha pressionou milho para baixo na B3 nesta 5ªfeira
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A quinta-feira chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando recuos na Bolsa Brasileira (B3).
O vencimento maio/22 foi cotado à R$ 86,50 com perda de 1,50%, o julho/22 valeu R$ 86,39 com queda de 1,59%, o setembro/22 foi negociado por R$ 86,10 com baixa de 1,77% e o novembro/22 teve valor de R$ 87,81 com desvalorização de 2,38%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a nova massa de chuvas que está chegando irá beneficiar as lavouras do Paraná, Paraguai, sul do Mato Grosso do Sul e Sudeste para garantir potencial das lavouras de safrinha.
“Nesse ritmo, certamente, a safrinha vai passar longe de 80 milhões de toneladas. É muito milho e ainda tem muito milho para ser negociado, por isso a B3 desceu abaixo dos R$ 90,00. No geral brasileiro, o mercado está com viés de baixa, mas já buscando um fundo de poço porque a exportação da R$ 90,00 ou R$ 91,00 no câmbio de hoje”, pontua.
Já o mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou mais altas do que baixas neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorizações apenas em Amambai/MS e Oeste da Bahia. Já as valorizações apareceram nas praças de Ponta Grossa/PR, Castro/PR, Dourados/MS, São Gabriel do Oeste/MS e Porto de Santos/SP.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “enquanto compradores aguardam a safrinha para voltar aos negócios, o milho segue recuando no mercado físico, sendo comercializado na faixa de R$ 89,50/sc em Campinas/SP”.
Ainda nessa quinta-feira, a Conab divulgou a sétima estimativa da safra de grãos 2021/22 apontando que, para o milho, a produção estimada é de 115,6 milhões de toneladas, 32,7% superior ao ciclo anterior.
A Conab destaca que, apesar do aumento no volume total, é importante registrar a forte queda de 20,4% na produtividade da região Sul durante a primeira safra, fato que causou uma redução de até 15,6% da produção naquela região.
“Isso é explicado por um severo déficit hídrico causado pela ausência de chuvas no Sul do país ao fim de 2021 e início de 2022”, esclarece a superintendente de Informações da Agropecuária, Candice Santos. “Por outro lado, cabe apontar que a Conab projeta um aumento de 36,3% da produtividade do milho ao longo da segunda safra, dado que permitirá uma produção de 88,5 milhões de toneladas do cereal no segundo ciclo”.
Mercado Externo
Já os preços internacionais do milho futuro ganharam força ao longo da quinta-feira e encerraram o dia subindo na Bolsa de Chicago (CBOT).
O vencimento maio/22 foi cotado à US$ 7,57 com elevação de 1,25 pontos, o julho/22 valeu US$ 7,50 com ganho de 3,25 pontos, o setembro/22 foi negociado por US$ 7,19 com alta de 3,25 pontos e o dezembro/22 teve valor de US$ 7,09 com valorização de 4,25 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (06), de 0,13% para o maio/22, de 0,40% para o julho/22, de 0,56% para o setembro/22 e de 0,71% para o dezembro/22.
Segundo informações as informações da Agência Reuters, os futuros de milho da CBOT se posicionaram antes do relatório mensal de oferta e demanda global do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que deve ser divulgado na sexta-feira, e deve refletir o impacto potencial da guerra na Ucrânia e as tendências de plantio nos Estados Unidos.
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