Milho sobe nesta 4ªfeira e já passa dos R$ 95,00 da B3
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A quarta-feira (20) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando novas movimentações altistas na Bolsa Brasileira (B3).
O vencimento maio/22 foi cotado à R$ 92,03 com valorização de 1,24%, o julho/22 valeu R$ 92,95 com elevação de 1,03%, o setembro/22 foi negociado por R$ 93,73 com ganho de 0,84% e o novembro/22 teve valor de R$ 95,30 com alta de 0,90%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 responde ao milho em alta em Chicago, ultrapassando a barreira histórica dos US$ 8,00 por bushel e com o mercado de porto começando a ter mais interesse na exportação.
“O pessoal está começando a querer mais milho para embarcar em junho, julho e setembro, mas nesse momento começou a dar uma secada no Brasil. O pessoal que vinha fazendo contratos de exportação de julho à dezembro deu uma parada com o produtor ficando com medo dessa nova fase sem chuvas em algumas regiões, o que reflete em pressão positiva no porto”, explica.
Brandalizze aponta que, hoje nos portos, o milho varia de R$ 90,00 a R$ 95,00 as posições de agosto e dezembro e há chance do mercado melhorar e pagar R$ 100,00 na semana que vem. “O mercado é comprador e tem poucos vendedores”.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou variações de alta e de baixa. O levantamento realizado pela equipe encontrou desvalorizações em Ponta Grossa/PR, Castro/PR, Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS, Campo Grande/MS e Luís Eduardo Magalhães/BA. Já as valorizações apareceram em Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC e Dourados/MS.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “com a demanda externa voltando a se aquecer, os preços do milho se mantêm firmes e avançam para próximo dos R$ 88,00 em Campinas/SP”.
A SAFRAS & Mercado acrescenta que, o mercado brasileiro de milho tem um ritmo lento nos negócios, com pouco interesse tanto na ponta compradora quanto vendedora, em meio à proximidade do feriado de Tiradentes, nesta quinta-feira. “O cenário de uma safrinha favorável, porém, segue como um fator de baixa às cotações”.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado interno tem foco agora apenas na safrinha e as negociações são pontuais e regionais, havendo neste momento maior pressão de venda em Minas Gerais.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) ganhou força ao longo desta quarta-feira e encerrou o dia contabilizando movimentações em campo positivo para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento maio/22 foi cotado à US$ 8,15 com valorização de 11,75 pontos, o julho/22 valeu US$ 8,10 com ganho de 10,25 pontos, o setembro/22 foi negociado por US$ 7,66 com elevação de 4,50 pontos e o dezembro/22 teve valor de US$ 7,48 com alta de 1,50 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira (19), de 1,37% para o maio/22, de 1,38% para o julho/22, de 0,66% para o setembro/22 e de 0,13% para o novembro/22.
Segundo informações da Agência Reuters, o milho seguiu a alta da soja, com os contratos de frente liderando o caminho em ambos os mercados.
“Os contratos futuros de milho subiram, recuperando-se das quedas iniciais, e pairaram logo abaixo dos máximos da vida do contrato estabelecidos um dia antes. Traders continuam monitorando as previsões meteorológicas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos, onde o plantio está começando devagar”, destaca Julie Ingwersen da Reuters Chicago.
A incerteza sobre o impacto da guerra de dois meses na Ucrânia sobre a oferta global de milho e trigo também continuou a sustentar esses mercados.
“O déficit na oferta de milho ucraniano aumentará a demanda por milho de fornecedores alternativos, como EUA e Brasil”, disse o Commerzbank em nota.
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