Milho: Com novas previsões de geadas, futuros do cereal sobem quase 3% na B3 nesta 2ª feira

Publicado em 16/05/2022 13:54

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A segunda-feira (16) é de disparada para os preços das commodities agrícolas e para o milho na B3 não é diferente. O temor com a previsão de geadas nos próximos dias, em especial no Paraná, tem servido de importante combustível para os futuros do cereal, que sobem mais de 2% na tarde de hoje no mercado brasileiro. 

Perto de 13h50 (horário de Brasília), o contrato julho tinha alta de 2,5% para ser cotado a R$ 97,50 por saca, enquanto os mais distantes - setembro e novembro de 2022 - já superavam os R$ 100,00, com ganhos que se aproximavam de 3%. 

O mercado acompanha de perto a safrinha brasileira depois da quebra catastrófica da anterior, além de contabilizar problemas - mesmo que pontuais - nesta temporada, em função da falta de chuvas em regiões importantes de produção. Goiás e Minas Gerais são os estados que mais sofrem até o momento e agora as atenções se dividem com o Paraná, para onde o Simepar já traz novos alertas de geada. 

"Na terça-feira uma massa de ar frio avança pela Região Sul. Resfriamento bastante expressivo e forte declínio das temperaturas no Paraná. Há possibilidade para a formação de geada em vários pontos do Estado. Ressalta-se que o vento se mantém mais persistente e, associado ao ar mais gelado, pode provocar a ocorrência de "geada negra" entre o sudoeste e o centro-sul paranaense, fenômeno que é mais prejudicial para a agricultura", informou o sistema paranaense.

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Mapa: Simepar

Além disso, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) destacou a previsão de geadas de intensidade moderada no Paraná e também no sul de Minas Gerais, além da previsão da ocorrência do fenômeno, porém, com intensidade fraca em mais regiões. 

Veja a entrevista completa de Francisco de Assis Diniz, do Inmet, ao Notícias Agrícolas nesta segunda-feira:

O consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, destaca a importância dos atuais patamares de preços do milho - não só na B3, mas também nos portos e interior do país - reforçando as janelas de oportunidade que se abrem para o produtor brasileiro. 

"Os níveis de preços são os melhores desde o início de março. Então, no caso do milho, o produtor também pode se definir nos próximos dias porque as cotações estão muito boas. Há uma especulação técnica por conta do risco de geadas, que podem pegar uma parte do milho do Paraná. Mas, se essas geadas passarem leves e não causarem impacto, vão gerar uma calmaria no mercado. Então, esse é o alerta", explica Brandalizze. 

Mais do que isso, ele cita ainda a força do mercado internacional para os futuros do milho. Na Bolsa de Chicago, as cotações subiam de 12,50 a 22,50 pontos nos principais contratos, levanod o julho a US$ 8,03 e o setembro a US$ 7,73 por bushel. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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