Com preocupação sobre dias de geada, milho sobe até 3,3% na B3 nesta 2ª feira

Publicado em 16/05/2022 17:43

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A segunda-feira (16) terminou com boas e fortes altas sendo registradas para o mercado brasileiro de milho, com os preços refletindo as preocupações se agravando com a questão climática no Brasil. O temor com a previsão de geadas nos próximos dias, em especial no Paraná, tem servido de importante combustível para os futuros do cereal, que subiram até 3,29% neste pregão, como foi o caso do setembro/22, que foi a R$ 100,60 por saca. 

O mercado acompanha de perto a safrinha brasileira depois da quebra catastrófica da anterior, além de contabilizar problemas - mesmo que pontuais - nesta temporada, em função da falta de chuvas em regiões importantes de produção. Goiás e Minas Gerais são os estados que mais sofrem até o momento e agora as atenções se dividem com o Paraná, para onde o Simepar já traz novos alertas de geada. 

"Na terça-feira uma massa de ar frio avança pela Região Sul. Resfriamento bastante expressivo e forte declínio das temperaturas no Paraná. Há possibilidade para a formação de geada em vários pontos do Estado. Ressalta-se que o vento se mantém mais persistente e, associado ao ar mais gelado, pode provocar a ocorrência de "geada negra" entre o sudoeste e o centro-sul paranaense, fenômeno que é mais prejudicial para a agricultura", informou o sistema paranaense.

Além disso, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) destacou a previsão de geadas de intensidade moderada no Paraná e também no sul de Minas Gerais, além da previsão da ocorrência do fenômeno, porém, com intensidade fraca em mais regiões. 

Veja a entrevista completa de Francisco de Assis Diniz, do Inmet, ao Notícias Agrícolas nesta segunda-feira e de Reinaldo Kneib, Meteorologista do Simepar:

O consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, destaca a importância dos atuais patamares de preços do milho - não só na B3, mas também nos portos e interior do país - reforçando as janelas de oportunidade que se abrem para o produtor brasileiro. 

"Os níveis de preços são os melhores desde o início de março. Então, no caso do milho, o produtor também pode se definir nos próximos dias porque as cotações estão muito boas. Há uma especulação técnica por conta do risco de geadas, que podem pegar uma parte do milho do Paraná. Mas, se essas geadas passarem leves e não causarem impacto, vão gerar uma calmaria no mercado. Então, esse é o alerta", explica Brandalizze. 

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros do milho fecharam a sessão com altas de 16,25 a 28,25 pontos nos contratos mais negociados, que levaram o julho a US$ 8,09 e o setembro a US$ 7,78 por bushel. 

Além do clima que segue preocupando no Corn Belt, com novas chuvas aparecendo novamente nos mapas trazidos pelo NOAA - o serviço oficial de clima do governo americano - as cotações do grão acompanharam ainda o movimento de disparada do trigo nesta segunda-feira. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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