Milho: após menor preço desde 30 de novembro, Chicago liquida e sobe 1% nesta 4ªfeira

Publicado em 06/07/2022 16:43
B3 acompanha e também fecha com leves elevações

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A quarta-feira (06) chega ao final com os preços futuros do milho registrando poucas alterações na Bolsa Brasileira (B3), em que as cotações de julho/22 e de janeiro/23 recuaram e as demais tiveram pequenos avanços, mantendo o cereal na faixa entre R$ 82,12 e R$ 87,56. 

O vencimento julho/22 foi cotado à R$ 82,12 com queda de 0,10%, o setembro/22 valeu R$ 84,71 com ganho de 0,24%, o novembro/22 foi negociado por R$ 86,33 com elevação de 0,01% e o janeiro/23 teve valor de R$ 87,56 com perda de 0,24%. 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 passa por correções técnicas após o milho ter descido muito de patamar. Neste cenário, os produtores brasileiros precisam analisar quais serão os próximos passos. 

“Algumas revendas e traders fizeram fechamentos de navios e tem ainda posições que não completaram e podem pagar mais do que o mercado do momento. Hoje você conseguiria no porto na faixa de R$ 87,00 a R$ 92,00, mas tem gente que conseguiu exportação na faixa de R$ 95,00, então pagar entre dois e quatro reais a mais em algumas posições localizadas”, diz. 

Brandalizze afirma ainda que novas pressões de baixas podem aparecer no mercado de milho quando atingirmos o pico de colheita da segunda safra brasileira. “O produtor sabe que tem muito e não vai ter espaço para segurar esse milho”. 

O reporte diária da Radar Investimentos destaca que, o "adido do USDA em Brasília elevou em 2 milhões de toneladas sua estimativa para a produção brasileira de milho em 2022/23, de 118 milhões para 120 milhões de toneladas. O volume representa aumento de 3,45% ante a estimativa para 2021/22, que era de 116 milhões”. 

Já no mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve mais um dia negativo nesta quarta-feira. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas não encontrou valorizações em nenhuma das praças, mas identificou desvalorizações em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Primavera do Leste/MT, Alto Garças/MT, Itiquira/MT, Rio Verde/GO, Dourados/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Amambai/MS, Oeste da Bahia, Luís Eduardo Magalhães/BA e Porto de Santos/SP. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira 

De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “o avanço da colheita levando maior oferta de milho ao mercado doméstico, frente à baixa atividade da demanda, leva a saca em Campinas/SP a recuar para R$ 82,50”. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro oscilaram entre altas e baixas ao longo dia, mas finalizaram a quarta-feira contabilizando movimentações positivas, recuperando parte das grandes perdas registradas ontem. 

O vencimento julho/22 foi cotado à US$ 7,44 com valorização de 8,25 pontos, o setembro/22 valeu US$ 5,99 com alta de 7,50 pontos, o dezembro/22 foi negociado por US$ 5,85 com elevação de 6,50 pontos e o março/23 teve valor de US$ 5,91 com ganho de 6,25 pontos. 

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última terça-feira (05), de 1,09% para o julho/22, de 1,18% para o setembro/22, de 1,21% para o novembro/22 e de 1,03% para o janeiro/23. 

Segundo informações da Agência Reuters, após caírem para mínimos de vários meses, os futuros de milho atingiram seus preços mais baixos desde 30 de novembro, os contratos da Bolsa de Chicago tiveram uma liquidação, que ofuscou a incerteza sobre o tamanho das próximas colheitas de milho EUA e sobre as exportações de safras da Ucrânia que foram prejudicadas pela invasão da Rússia, além dos temores sobre uma recessão global. 

“Até que os fundos parem de vender, todo o resto é secundário e é isso que está acontecendo agora. Você tem uma grande venda de fundos”, disse Jim Gerlach, presidente da corretora A/C Trading em Indiana. 

A publicação aponta ainda que, os traders também estão de olho no clima da safra dos EUA. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), em um relatório meteorológico diário, disse que chuvas e tempestades de Nebraska a Ohio estavam beneficiando muito o milho e a soja, além de classificar 64% da safra de milho como boa a excelente no domingo, uma queda de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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